Monday, April 28, 2008

Exames entregues!

Passando aqui só para dar notícia do processo. Liguei hoje para o médico e peguei o número da encomenda. Nossos exames foram entregues no dia 22 de abril e dá até pra ver a assinatura digitalizada da pessoa que recebeu!!!

Está cada vez mais perto... Semana passada, uma menina recebeu o pedido dos passaportes, dez dias depois do recebimento dos exames lá. Se acontecesse o mesmo conosco, receberíamos a carta dia 02, ou seja, nessa próxima sexta-feira. Mas quinta é feriado, então, vamos controlar a ansiedade...

Estou, lentamente, dando conta das coisas por aqui.

Inté!

Friday, April 18, 2008

A Saga da Assinatura do Radiologista

Como vocês sabem, fizemos os exames no último sábado. Junto com o pedido, o Dr. Alexandru nos entregou dois formulários. Um relativo ao exame de sangue que deve ser carimbado pelo laboratório e outro relativo ao raio-x que deve ser carimbado e assinado pelo radiologista. Fizemos os exames no Bronstein. Os carimbos do laboratório foram fáceis de conseguir, mas a assinatura do radiologista... haja paciência!

A radiologista que estava presente no dia do exame não quis assinar porque disse que já tinha feito isso antes e era a técnica quem tinha que fazê-lo. Por sua vez, a técnica estava sem carimbo e pediu para procurarmos o técnico que estivesse por lá no dia em que fôssemos pegar os laudos. Eu expliquei que o médico disse para o radiologista assinar, mas a médica, que sequer se dignou a falar conosco pessoalmente, insistiu que essa não era a forma correta. Entendemos que, na verdade, ela estava se esquivando de assinar e resolvemos procurar o radiologista no dia da entrega do resultado.

Isso foi na terça. Ao chegar lá, a técnica me reconheceu e pegou os formulários para a radiologista assinar. Era a mesma dita cuja que estava lá. Daqui a pouco volta a técnica dizendo que a radiologista não pode assinar porque não foi ela quem fez o laudo. Eu disse que não tinha problema e que ela podia ver tanto a radiografia quanto o laudo, já que estava tudo lá. Não teve jeito, a mulher se recusou. A técnica pediu para eu aguardar porque o médico que tinha feito o laudo tinha saído, mas devia voltar. Aguardei mais de 40 minutos até que um outro técnico dissesse que o médico tinha chegado (devem ter uma entrada especial porque ninguém passou por mim). Entreguei os formulários e os exames a ele, explicando que nem precisava preencher, que era só ele assinar e carimbar "aqui e aqui". Um tempo depois volta o técnico dizendo que o médico quis preencher e que na primeira folha foi ele, técnico, que assintou. Realmente, era o que era pedido no formulário (que o técnico assinasse), mas o Dr. Alexandru foi bem claro ao dizer que o radiologista devia assinar nos dois lugares.

Acabei levando daquele jeito mesmo. Acho que dará tudo certo, mas impressionante o medo do povo em assinar alguma coisa. E, pior, como eles devem se achar superiores. Não consegui ver nenhum dos radiologistas. Enfim, não recomendo o Bronstein como primeira opção. Funciona, mas o negócio é enrolado.

No dia seguinte, levei os exames para o Dr. Alexandru e voltamos para a nossa conhecida posição de aguardar, aguardar, aguardar. Saí de lá e fui buscar meu passaporte novo, de capa azul (não gostei!). Aliás, o passaporte ficou pronto em menos de uma semana. Valeu a espera pelo agendamento.

Ausência justificada

Queridos,

venho aqui só para justificar minha ausência esses dias. Acontece que tenho algumas coisas bem trabalhosas para fazer que não estão relacionadas ao Canadá. Acabei resolvendo dar um tempo aqui (e me controlar na leitura e comentários dos blogs por aí) para me dedicar a essas outras tarefas e depois voltar sem a preocupação de estar deixando de fazer essas outras coisas. Temos um super feriado à frente e espero dar conta de boa parte de tudo até o final da semana que vem. Enquanto isso, virei aqui só se tiver algo muito importante para escrever ou se algo acontecer no processo.

Eis a minha "to do list", que terá que estar zerada antes de eu voltar a blogar (é mais pra meu controle. Cada vez que eu entrar aqui vou lembrar do que falta!):

- Fazer e remeter os agradecimentos dos presentes (e das presenças) de casamento. Vamos fazer três meses de casados amanhã e ainda não demos conta disso. É urgente!

- Selecionar as fotos do casamento e enviar para o fotógrafo fazer o álbum.

- Selecionar as fotos do book pré-casamento também para o fotógrafo fazer o álbum.

- Fazer o fotolivro da lua de mel (pelo menos as fotos já estão selecionadas e tratadas).

- Fazer o fotolivro do batizado da minha priminha (foi em novembro e eu prometi dar de presente, já que não tinha fotógrafo. Só falta escrever e mandar imprimir!).

Bom, é isso! See you!



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http://www.folhadocanada.com

Sunday, April 13, 2008

Progredindo

Ontem, fomos fazer os exames solicitados no laboratório Bronstein, em Copacabana. O negócio lá é meio enrolado, mas, pelo menos, dá pra fazer tudo no mesmo lugar, com cobertura do plano de saúde. Só faltou a assinatura e o carimbo da radiologista que vou tentar conseguir no dia que for buscar os resultados.

Os exames, aliás, foram, mais uma vez, responsáveis pela minha foto do dia lá no Projeto 365 Dias do Flickr. Eis minha foto:



Mais tarde fomos a mais um encontro do pessoal do Rio. E, mais uma vez, foi muito legal. Preciso agredecer a presença de todos, porque é graças a cada um dos presentes que o encontro fica interessante. Agradecer, claro, nossa anfitriã, que se dispôs a nos receber. E, claro, agradecer à carona dada pelos vizinhos Andréa e Eduardo. Thanks!

O encontro de ontem foi bastante produtivo para nós. Primeiro, decidimos que vamos correr atrás para abrir uma conta no HSBC aqui e lá, para já ir construindo um histórico de crédito e, melhor, facilitar o envio de valores para lá. Ao que tudo indica, é feito como uma simples tranferência bancária. Segundo, o marido decidiu fazer o curso e tirar a certificação PMP. Ontem, ao longo de uma conversa, nos tocamos de como isso é importante. E, realmente, nas últimas pesquisas que fizemos por empregos essa semana constatamos que vérios pedem a certificação, se não como requisito, como uma vantagem. Aliás, ontem mesmo, lá no encontro, o marido pesquisou pelo IPhone as possibilidades de curso aqui no Rio e parece até que já escolheu! Muito legal! Até eu estou pensando em fazer, mas acho que não vale tanto a pena, já que não tenho qualquer experiência na área.

Outra coisa que também foi bastante produtiva para o marido foi a campanha de Andréa e companhia para não levarmos os cachorros! Eles ficaram dizendo o quão complicado isso será, seja em Halifax ou em qualquer outro lugar, que é só aumentar a dificuldade. O marido adorou, já que ele acha loucura tentar levar os quatro. Já eu, continuo achando que não é bem uma opção, já que os cães são responsabilidade minha e não dá para, simplesmente, me livrar deles. Eu sei que será um problema, mas não entendo como um problema opcional. É uma questão que terá que ser resolvida e pronto.

Por fim, fiz uma anotação mental em pesquisar mais informações sobre a declaração de saída definitiva feita à Receita Federal. Preciso descobrir se é possível manter uma conta corrente no país mesmo após ter feito tal declaração e se essa declaração é mesmo necessária, já que, pelo que sei, Brasil e Canadá possuem um acordo de não bitributação, que seria o grande problema de não fazê-la. Para quem não sabe, se você não faz essa declaração, deverá pagar imposto, aqui no Brasil, por todo valor recebido, mesmo no exterior. Ou seja, quando estivéssemos empregados no Canadá, teríamos que pagar os impostos de lá e, na declaração anual daqui (que é preciso continuar fazendo quando não se faz a declaração de saída definitiva), pagar os impostos daqui. Sem chance, já que a carga tributária já é grande em cada um dos países, ter o dinheiro comido pelas duas é inviável. Mais um item, então, para minha lista de pesquisas.

Friday, April 11, 2008

Angústia

Sabe quando você tem tanta coisa pra fazer que bate aquele desânimo de começar? Isso acontece muito comigo quando vou arrumar a casa, por exemplo. Olho em volta e é tanta coisa pra colocar no lugar, mas tanta coisa, que penso que nunca vou conseguir deixar tudo como eu quero mesmo e que, talvez, nem valha a pena começar. A sorte é que tem dias que eu acordo com bicho carpinteiro e saio arrumando tudo o que vejo pela frente, sem pensar se vou dar conta de tudo ou não.

O fato é que estou me sentindo meio assim em relação à imigração para o Canadá. É tanta coisa para pensar, para refletir, decidir, ponderar, tanta coisa que não deve ser esquecida, que deve ser planejada, pensada, que a sensação é que jamais darei (ou daremos) conta. Normalmente, segue-se a esse pensamento a jornada que temos pela frente até chegarmos ao ponto de equilíbrio financeiro que temos hoje novamente. Vai ser um caminho e tanto, sem a certeza de sucesso no final.

Talvez se o marido demonstrasse maior envolvimento no processo e eu me sentisse menos sozinha nesse barco, nadando contra a corrente, essa sensação fosse diminuída. Sumir acho que só acontecerá quando as coisas forem acontecendo e a gente for dando conta das pedras no caminho.

Com todas as pesquisas que já fiz, eu pelo menos sei as minhas opções quando chegar por lá. Apesar de não ter a menor idéia de como vou fazer para dar conta de conciliar tudo, já tenho alguma idéia do que preciso fazer. Sei que só vou conseguir emprego em "survival job" mesmo ou, na melhor das hipóteses, com muita sorte, ser uma "administrative clerk" ou, sonhando mais alto, uma "legal secretary", que é basicamente o que faço aqui. Enquanto trabalho em alguma dessas opções, vou ter que decidir entre fazer um curso de "Law Clerk/Paralegal" ou já começar a faculdade de Direito em "part-time". Isso tudo, claro, se eu não mudar de idéia até lá e resolver mesmo mudar de área, já que vou ter que começar do zero. Fora a língua, né? Eu tenho o curso completo da Cultura Inglesa. Foram 14 anos estudando inglês, mas não é a mesma coisa. Chegar lá e lidar com nativos, fazer o trabalho que eu faço aqui, por exemplo, em inglês, acho que eu mesma não me contrataria. Um dos meus fortes é revisar as peças, ler tudo com toda a atenção e questionar cada vírgula, hífen, parágrafo. Como fazer isso em inglês?

Já em relação ao marido, eu até já tentei pesquisar alguma coisa, mas como o trabalho que ele faz atualmente não tem um título definido, eu fico perdida, meio que procurando uma agulha no palheiro. Lá no fundo, trago uma esperança de, quem sabe, ele conseguir uma possibilidade ainda daqui, através de alguns poucos contatos (aliás, isso resolveria a grande angústia de resolver para onde vamos). Tenho confiança de que ele vai conseguir alguma coisa na área com muito mais facilidade do que eu, até porque ele está muito mais familiarizado com a língua. E aí, um dia, ele me pede ajuda sobre o mestrado e eu fico totalmente perdida nos sites das universidades, confundindo os conceitos de undergraduate, graduate studies, professional courses, etc. Fico ainda mais angustiada por não ter uma resposta na ponta da língua para dar a ele.

Junto a isso tudo, ainda tem esse sonho inexplicável de ter um filho - tá bom, marido, uma filha (inexplicável por ser tão antigo, forte e constante). E imaginar quando que isso, finalmente, será possível. Algumas pessoas me falar por aí que a vida é agora e que eu não devia ficar adiando e, às vezes, chego a concordar. Mas daí a razão vem e lembro que não faz sentido algum colocar esse plano em prática agora e todo o resto a perder por uma diferença de meses, ou ano, que seja. Penso que tudo já vai ser tão complicado que somar esse fator na operação dificultará ainda mais as coisas.

Enfim, é tanta coisa desconhecida, um caminho tão longo a ser trilhado... e angustiante não saber as respostas, desde o básico até o mais elaborado. Tenho desejado demais uma bola de cristal que me mostre o futuro dependendo das decisões que tomarmos. Mas não adianta. Ainda que papai-noel exista e me traga uma de presente, em dezembro várias dessas questões estarão sendo vividas na prática.

PS: Perdoem o desânimo, deve ser o tédio aqui no trabalho. Tomara que o bicho carpinteiro me acorde amanhã. :)

Thursday, April 10, 2008

Exames, passaporte... daqui a pouco serão as malas!

Nossa, hoje foi um dia produtivo! Depois de eu ter dado um pulo da cama às 6 da manhã pensando que já estávamos atrasados para o médico, marcado para às 09:30, levantamos na hora apropriada e lá fomos nós, com os formulários - em francês (!!!) - embaixo dos braços e as fotos 3X4.

Chegando lá, o médico, Dr. Alexandru, mesmo nos atendeu e encaminhou para o consultório. Sentamos e ele perguntou se era visto de trabalho, estudante, etc. Respondemos e ele comentou que vários casais foram lá essa semana também para o visto de imigração. Nós explicamos que o Consulado costuma liberar os pedidos ao mesmo tempo, por isso o aumento da demanda de uma hora pra outra.

A consulta mesmo é tranquilíssima. Ele checa sua altura, peso e pressão. Ouve a respiração e o coração. Verifica glândulas, barriga e olhou alguma coisa no tornozelo (talvez pra ver se estavam inchados, sei lá). Pergunta sobre medicamentos que você faz uso, a quais cirurgias já foi submetido (eu tinha uma pequena lista...), se já teve algum problema respiratório e pronto. Ele entrega o pedido do exame de urina (EAS, bem simples), de sangue (sífilis e HIV) e radiografia do tórax (acho que essa é a maior preocupação do governo canadense). Entrega também os formulários que devem ser assinados e carimbados pelo radiologista. Pagamos R$ 200,00 pela consulta cada um e marcamos o restante dos exames num laboratório conveniado com o nosso plano de saúde.

O engraçado foi que estávamos um pouco tensos com a pressão do Julio. Há uns meses, durante uma consulta, o médico dele mediu uma pressão bem alta. Só que ele nunca teve problema com isso antes, mas o médico se assustou e pediu uma série de exames. Daí, estávamos apreensivos. A minha pressão, pelo contrário, costuma ser 11 X 7 e, vira e mexe, eu estou "apagando" por aí. Eis que hoje a pressão do Julio estava no clássico 12 X 8 e, a minha, 13 X 8. Não chega a ser problema, mas foi muito estranho... Comentei com o médico que minha pressão é sempre baixa e ele disse que deve ser a "síndrome do jaleco" (as pessoas ficam nervosas no consultório e a pressão sobe). Aliás, o médico do Julio fez o mesmo comentário... Acho que eles nunca ouviram falar na "síndrome do Canadá"! Depois de mais de 16 meses aguardando por isso, acho que a culpa é do país e não do jaleco - rs.

Bom, para resumir, depois eu ainda fui tirar o passaporte para alterar pro nome de casada. Não tenho muito a dizer só que, apesar de estar demorado para conseguir agendar no site da Polícia Federal, uma vez agendado, é tudo muito simples. Os atendimentos são feitos na hora e é tudo bem rápido. Nem precisa de cópia de nada, nem de foto. Você mostra os documentos, tira a foto, coloca as impressões digitais pelo scanner e acabou. É só voltar lá pra buscar. Aliás, isso também ficou um pouco mais demorado, já que o meu só vai ficar pronto no dia 24.

Enfim, os exames complementares marcamos para sábado e, quando ficarem prontos, deixamos lá no Dr. Alexandru para que ele envie a Trinidad e Tobago (mais R$ 70,00 pelo sedex). É... parece que o visto está quase aí. Tem horas que dá alívio, mas daí penso que isso é só o começo, que o desafio, mesmo, ainda nem começou.

Hoje...

Passando aqui rapidinho só para dizer que estamos agora indo ao médico e, depois, ainda vou tirar o passaporte para colocar o nome de casada. Será um dia cheio! Quando der, escreve aqui sobre o exame.

Desde já, queria agradecer a todos os comentários deixados no post anterior e dizer que vou fazer contato com vocês para pegar mais dicas :) Estamos meio perdidos no assunto...

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