Thursday, March 13, 2008

O processo andou? - Parte II

Vocês viram que ontem eu fiquei em dúvida sobre como preencher o formulário Schedule 1 que eles pediram novamente, né? Eis o e-mail que enviamos e a resposta da Maria João:

Uma dúvida quanto a este ponto:

2- IMM0008 Schedule 1 - Background / Declaration (para o sr. e sua
esposa) - não esquecer de mencionar na questão 15 quando esteve no
Canadá mesmo que tenha sido por curto tempo)

Passamos menos de um mês no Canadá, em viagem turística. Para conhecer várias cidades, alugamos um carro e nos hospedamos em uns 10 bed&breakfasts diferentes durante a viagem. Devemos informar todos esses endereços?

E a resposta:

 Não coloque somente a data e o país Canadá.

Ou seja, se você esteve no Canadá depois de completar 18 anos, você deve incluir esse período na questão 15 do IMM0008 Schedule 1. E se você ficou em diversos lugares, pela resposta da Maria João (e colocando uma vírgula depois do "não"), não precisa mencionar todos os endereços, apenas o período. Só que eu tinha que preencher os formulários todos ontem à noite para o marido assinar e eu colocar nos Correios hoje. Eu não sabia o que ela ia responder, então acabei fazendo duas versões. Uma sem incluir o período de férias no Canadá (que foi devidamente jogada no lixo) e outra incluindo o período e fazendo referência a um anexo em que eu coloquei TODOS os endereços onde ficamos. Foram quinze! Daí, ela respondeu que não precisava, mas, como eu já tinha feito, enviei tudo e pronto. O pior que pode acontecer é eles ignorarem o anexo.

Agora a bola está no campo deles de novo. É sentar e esperar mais um pouco.

Eu nem falei de como foi o momento em que li o e-mail ontem. Quem recebeu a mensagem foi o marido, já que ele é o aplicante principal. Daí, ele me ligou e perguntou se eu estava em frente ao computador e pediu para eu ver o e-mail que ele tinha acabado de me mandar. Nossa!!! Quando eu vi que era um e-mail do Consulado já fiquei feliz da vida, nem me continha direito e falei pro marido: "Nossa!!! Depois que eles pedem os exames você sabe em quanto tempo o visto vem???". E daí o coitado teve que me jogar um balde água fria: "É... eles não estão pedindo os exames ainda."  E foi aí que a razão voltou ao meu ser e eu pude ver de verdade o que eu estava lendo. Bom, pelo menos agora eu sei como é emocionante receber o pedido de exames médicos. E vou viver essa alegria mais uma vez! Rs! (Só espero que o médico não me reprove por confusão mental.)

Aviso aos leitores

Esse é um post rapidinho só para dizer que, a partir de hoje, vou responder os comentários com um comentário meu, no mesmo post. Assim, todo mundo que for ler já sabe a resposta e facilita a minha vida (muito) porque o Blogger (eu disse que ainda precisa melhorar muito), quando me envia por e-mail um comentário não me informa nem o contato da pessoa.

O que eu queria mesmo era poder responder, como vejo muitos blogueiros fazerem por aí, no próprio e-mail de aviso do comentário. Eles dão "reply" e o endereço de resposta é o e-mail da pessoa que comentou. Simples e prático. Só que no Blogger não é assim e eu nem sei se dá pra mexer alguma coisa pra conseguir isso aqui. Então, enquanto continuo usando essa ferramenta, resolvi adotar o esquema de responder nos comentários.

Daí, se você deixou um comentário e está esperando uma resposta minha, dá uma olhada de novo por aqui, ok?

Vou responder os comentários e daqui a pouco escrevo sobre "as cenas do próximo capítulo" do nosso processo.

Wednesday, March 12, 2008

O processo andou?

Eu já tinha postado hoje, mas preciso registrar esse momento aqui. Esse momento e as dúvidas que vieram com ele, aliás. Acabamos de receber um e-mail do Consulado, que transcrevo integralmente abaixo:

"Sr. Julio:

Para que possamos dar continuidade ao seu pedido de residência
permanente no Canadá, precisamos que o sr. nos envie os seguintes
formulários devidamente preenchidos e atualizados:

http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/skilled/application-regular.asp
- link dos formulários.

2- IMM0008 Schedule 1 - Background / Declaration (para o sr. e sua
esposa) - não esquecer de mencionar na questão 15 quando esteve no
Canadá mesmo que tenha sido por curto tempo)

3- IMM5406 Additional family information (para o sr. e sua esposa -
não esquecer de assinar a seção B)

4- IMM0008 Schedule 3 - Economic classes - Federal Skilled workers
(somente para o sr.)"

Eu não entendi exatamente porque temos que enviar todos os formulários novamente, mas imagino que tenha a ver com algumas mudanças que aconteceram ao longo da espera. A primeira delas é que eu me formei no ano passado. A outra foi que nos casamos. :D Ao longo dessas mudanças, eu enviei todos os comprovantes para o Consulado, mas parece que eles querem que as alterações sejam feitas nos formulários. Até aí tudo bem.

Daí, fui olhar qual é a questão 15 do Schedule 1 e eis que vejo que é aquele campo em que temos que dizer todos os lugares onde já moramos desde os 18 anos. E aí tem a recomendação da Maria João:

não esquecer de mencionar na questão 15 quando esteve no
Canadá mesmo que tenha sido por curto tempo

O que isso quer dizer? Nós temos que relacionar todos os lugares nos quais nos hospedamos durante nossa viagem ao Canadá em 2006? Será que é isso mesmo? Acho estranho, mas temo que seja isso mesmo, já que o visto de turismo canadense é, na verdade, um visto de residente temporário. Se for assim, tivemos mais de 10 casas no Canadá, em menos de um mês no país! Vai dar um trabalhão recolher todos os endereços e datas... se bem que eu devo ter isso em alguma planilha.

Vamos enviar um e-mail agora mesmo com essa questão. Tomara que ela responda logo para podermos enviar os formulários amanhã. A boa notícia é que alguém olhou o nosso processo, o que deve significar que chegou a nossa vez!

Nota pós post: o início oficial do nosso processo é 31 de outubro de 2006.


Eu amo a Google

Gostaria de agradecer a todos os comentários de ontem e esclarecer que esta blogueira é muito desligada e deixou a caixa de e-mail do blog lotar. Então, se alguém tentou me mandar um e-mail ontem, eu acabei não recebendo. Se for o caso, pode reenviar porque eu já fiz a limpa lá. Sorry!

Quando eu era pré-adolescente e no início da fase seguinte, eu não imaginava como seria minha vida sem telefone. Passava horas grudada com o aparelho no ouvido, ora falando com o namorado, ora falando com amigos. Veio a internet, ainda por dial up, e eu quase morria se não pudesse falar ao telefone nem usar a internet. Ficar sem os dois era o fim!!! Aí, a internet tomou conta da minha vida e passar um dia longe é difícil.

E, então, aparece o Google e todos os serviços que ele vem oferecendo. Cada vez mais úteis, mais abrangentes, mais necessários. Primeiro, sempre uso o São Google para resolver quase qualquer coisa. Preciso achar uma lei? Uma letra de música? Qual é mesmo o telefone daquela farmácia? Como faço pra imigrar pro Canadá? Converter medidas e moedas? Tradução de palavras? Qualquer coisa e São Google está lá para você. Hoje, eu diria que não é a internet que é imprescindível, mas o Google.

Veio o Gmail e já não lembro como era minha vida antes dele. É uma forma nova de organizar e buscar pelas suas mensagens. Um serviço gratuito com espaço quase infinito para seus e-mails. Organização dos contatos, rascunhos (que acabo usando como bloco de notas), tags, etc, etc. Ainda, consigo receber todas as minhas contas de e-mail num mesmo lugar. Gmail rules!

Há uns meses, descobri o IGoogle, que passou a ser minha página inicial. É ali que eu vejo as principais notícias do dia, acompanho meu e-mail, tenho meu bloco de notas, vejo a tirinha do Garfield, acompanho as ações e tantas outras ferramentas. Até o início dessa semana, era por ali também que eu acompanhava os tantos blogs que leio diariamente.

E, finalmente, eu resolvi ceder aos encantos do Google Reader (mas só depois de descobrir que poderia colocá-lo no meu IGoogle). Gente, tem coisa melhor??? (Tá, eu sei que mês que vem a Google vai aparecer com algum outro serviço extraordinário, mas, no momento, minha paixão é o Google Reader.) Eu devo acompanhar uns 50 blogs e, com ele, é super tranquilo. Tenho até procurado mais blogs para acrescentar à lista. Dá pra tagear os posts, sinalizar com a estrelinha, compartilhar com os amigos (no meu caso, compartilho com o marido e coloquei aí do lado também) e ainda dá pra organizar em pastas. Tem a de Toronto, Vancouver, Calgary, Edmonton, Halifax,... E quando alguém escreve um post novo, ali está no meu IGoogle, prontinho para eu ler (não estranhem se eu começar a comentar pouquíssimos minutos depois de você publicar o post, passo o dia inteiro em frente do computador no trabalho).

Eu sei que como "internética" que sou eu já deveria ter cedido ao Google Reader faz tempo, mas ainda não tinha tido paciência pra experimentar. Antes eu tivesse feito isso logo, quanta facilidade!!! Ah, sim, e isso sem contar que o Blogger, agora, é Google (mas, nesse caso, acho que eles ainda têm muito o que melhorar).

PS: Eu não trabalho pra Google e nem estou ganhando nada com isso... Se bem que se eles quiserem me arrumar um emprego lá no Canadá (e/ou pro marido), eu vestiria a camisa da empresa sem qualquer problema. :)

Tuesday, March 11, 2008

Quando a violência bate à porta

Ontem, quando cheguei aqui no trabalho me deparei com a ausência de duas pessoas. Um casal. Logo de manhã, soube o que aconteceu. Os dois eram casados e tiveram a casa invadida. Ele morreu na hora e ela está internada por conta de um tiro na cabeça e outro no pescoço. Não sabemos exatamente o que foi aconteceu. Ao que tudo indica, o filho deles mexeu com quem não devia e foi ameaçado. Daí, no final de semana, foram até a casa deles para levar o garoto e, claro, a mãe deve ter tentado intervir. O pai, ouvindo os tiros, correu para ver o que estava acontecendo e foi morto. O filho acabou escapando com um tiro de raspão.

E assim, em poucos minutos, imagino, uma família foi totalmente destruída. Tudo bem que o filho deles deve ter feito alguma besteira, mas daí a vir alguém disposto a matar todos dentro da casa? Não tenho a menor dúvida que só fazem esse tipo de coisa por aqui porque sabem que não haverá consequência. E ainda me atrevo a dizer que vão lá, fazem o que fazem, e devem voltar pra tomar um choppinho antes de ir pra casa dormir.

O que sei é que era um casal trabalhador. Estavam os dois aqui, diariamente, no horário certo, se esforçando para atender a todos da melhor forma possível. E agora, ele não volta mais e ela ainda não sabemos. Estou rezando para que aconteça o que for melhor, que, à essa altura, eu já não sei exatamente o que é.

Ah, sim. Isso sem contar um conhecido nosso que foi assaltado sábado de manhã no Parque Lage. (!!!)

E ainda nos perguntam porque queremos ir pro Canadá.

Friday, March 7, 2008

Halifax: bom pra cachorro!

Esta pessoa que vos escreve tem uma nova paixão. E essa nova paixão se chama Halifax. Trata-se da capital da província de Nova Scotia, de frente para o mar. Mas vamos começar do começo.

Ontem, lendo o Picolé Carioca, me deparei com uma parte do post de um outro blog, o #Sustenido#, da Flá. O texto falava sobre a decisão de imigrar e os passos até que a Flá, seu marido e seus quatro cachorros decidissem qual seria o destino deles (quer dizer, acho que os cães não participaram da decisão, mas, com certeza, tiveram um peso enorme nela).  Mas, daí, quando eu li que eles tinham quatro cães, nem me empolguei muito, pensando: "ah, devem ser quatro pulguinhas (como eu me refiro aos cães pequenos)...". Mas minha pontinha de esperança fez com que eu entrasse no #Sustenido# e vasculhasse por tal informação. Eis que encontro: são três rottweillers e um vira-lata muito simpático que nem é tão pequeno assim. Nossa!!! Fiquei muito empolgada. Afinal, não é todo dia que encontramos pessoas tão malucas quanto a gente (para quem não sabe, nós temos quatro cachorros GRANDES).

E eles decidiram por Halifax por motivos muito objetivos. Primeiro, eles queriam morar em alguma capital. Imagino que pensaram que na capital as possibilidades são sempre maiores, por ser o centro da província (se bem que isso não chega a ser bem verdade em BC e AB). Segundo, eles queriam fugir das grandes queridinhas dos imigrantes e ir para um lugar menos disputado. Daí, Vancouver e Toronto saíram da lista. Além disso, eles buscavam cidades que não tinham a carência de três meses no sistema de saúde (o que é muito razoável também). E aí eles pensaram em Winnipeg, mas acabaram descobrindo que por lá eles não poderiam ter os quatro cães. Enfim, acabaram gostando de Halifax e lá foi o destino deles.

O engraçado é que na prova do IELTS do marido um dos textos era sobre Halifax e ele saiu todo empolgado dizendo que queria ir pra lá. Eu cheguei a pesquisar um pouco, mas acabei achando que a cidade devia ser pequena demais para os nossos padrões e fiquei com medo da oferta de empregos ser muito pequena. Mas agora eu voltei a pensar com carinho na possibilidade.

Uma cidade menor tem menos concorrência, é mais tranquila e a qualidade de vida deve ser ainda melhor. Halifax parece acolher os imigrantes com muito mais carinho e atenção do que Toronto, por exemplo. Os imóveis devem ser mais baratos e deve ser mais fácil encontrar uma casa que possa abrigar a nós e aos nossos filhos. Ok, vou fazer uma lista de prós e contras pra Halifax num próximo post.

Agora eu quero falar mais dos cachorros. Graças a dica da Flá para procurar nos sites oficiais, encontrei umas informações meio assustadoras. Por exemplo, ainda que por um acaso do destino, a gente consiga uma casa em Toronto que tenha espaço suficiente para todos os nossos filhos, não poderíamos levá-los porque a cidade tem um limite de 3 cães por residência. Por outro lado, em Mississauga, onde seria mais viável conseguir um imóvel desses, poderíamos levar a matilha, já que estaríamos bem no limite. Não consegui, ainda, descobrir qual é o limite em Vancouver. Definitivamente, isso é algo que influenciará a nossa decisão.

Por enquanto, Halifax entrou na disputa com muita força. O que vocês sabem sobre a cidade?

PS: Acho que o post ficou meio confuso... mas sabe como é apaixonado, né? Tanta coisa pra falar que fica até enrolado!

Tuesday, March 4, 2008

E se fosse lá?

Eu trabalho num Órgão público estadual. É um prédio desses moderninhos com pouquíssimas janelas e todo de vidro fumê, ou seja, é escuro. Só para lembrar, estou no Rio, onde trabalho, no centro da cidade. Aliás, estamos no verão carioca. E, hoje, pra minha tristeza, faz um dia lindo, céu azul, sem nuvens e sol de rachar. Bom, quem conhece a cidade ou já esteve aqui nessa época (ou até em alguma outra, já que só faz verão aqui), deve ter alguma idéia do que eu estou falando. É um calor infernal.

E eis que há duas semanas a última das doze máquinas de ar-condicionado quebrou. Pois é! São doze máquinas para dar conta do prédio todo. Daí, a primeira quebrou e pensaram: "tudo bem, ainda tem onze funcionando". E quebrou a décima primeira, mas ainda sobravam dez. Dez é um bom número, não? Bem redondinho! E aí, a décima quebrou. E foi assim até que ficamos com uma máquina que, claro, tinha que quebrar. E isso foi há duas semanas!!!!

No final da semana passada, compraram, segundo ouvi dizer pelos corredores, duas máquinas usadas porque as novas são incompatíveis com não-sei-o-quê do prédio e levaria muito tempo para fazer as adaptações. Deu uma leve refrescada, digamos, passou a ser humanamente possível ficar aqui dentro. Só que, claro, elas também quebraram. Afinal, um serviço projetado para ser executado por doze máquinas não poderá ser todo jogado para duas, que serão sobrecarregadas até o fim. Ou será que eu estou enganada?

Passou o final de semana e por causa da chuva no sábado parece que não puderam fazer o conserto. Mas aí passou o domingo, a segunda (e isso sem contar os dias anteriores porque, como eu disse, já faz duas semanas! Inteirinhas!) e, ainda assim, não conseguiram terminar o conserto.

Na minha sala, por exemplo, não tem qualquer janela. Na sala dos meus chefes, tem uma janela daquelas que só abrem um pouquinho, mas não tem nenhuma do outro lado para fazer corrente de ar. Vocês têm alguma idéia do calor que está aqui dentro??? Acho que não! E amanhã eu trago meu termômetro para passar uma idéia mais apurada.

Mas sabe o que isso tem a ver com esse blog? É que, enquanto tento me manter alerta sem desmaiar por conta do calor (quem tem pressão baixa deve saber do que estou falando), fico pensando o que aconteceria se num grande prédio comercial do Canadá o sistema de aquecimento falhasse em pleno inverno. Por duas semanas!!! Quer dizer, acho muito difícil que o sistema de aquecimento falhe em pleno invenro porque imagino que a devida manutenção seja feita e, provavelmente, com a aproximação das baixas temperaturas, o sistema deve ser verificado. E, ainda que acontecesse, imagino que em duas semanas já teriam conseguido alguma solução, ainda que fosse um Órgão público. Ou eu deveria dizer, e ainda mais sendo um Órgão público? Mas, enfim, fico pensando, hipoteticamente, no que aconteceria num caso desses. Será que as pessoas continuariam indo trabalhar mesmo fazendo -30ºC e sem aquecimento no prédio? Será que a rotina de trabalho continuaria a mesma???

E esse é o país em que eu vivo. Pro frio, eu até poderia me encher de casacos (apesar de que -30ºC, haja casaco pra dar conta, né?), mas no calor, não dá pra entrar numa ducha gelada no meio do dia de trabalho. Eu já estou pensando seriamente em quais serão as consequências se eu não vier trabalhar nesses dias infernais (no inferno deve estar mais fresco!). Nesse caso, provavelmente, eu serei punida de alguma forma porque alguém vai fazer alguma coisa.

O último a sair que apague a luz. Ah, não... a luz aqui da sala já queimou e ainda não tiveram tempo de vir trocar. Devem estar consertando o ar-condicionado.

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