Faz tempo que essa série não aparece por aqui, né? Mas eis que não consigo me conter...
- Não vou sentir falta das ratazanas mortas e esmagadas na Rua Santa Luzia, no centro do Rio, por onde passo todos dias para chegar ao trabalho. Sempre tem alguma, mas não costuma durar muito. Essa semana, no entanto, tem, pelo menos, duas, que, pelo visto, vão virar asfalto (já estão no processo...) antes que uma alma da Comlurb resolva tirá-las de lá. Nem preciso dizer quão nojento isso é, né? Argh! Ah, sim... e eu nem disse que elas estão em frente à Santa Casa, um hospital.
- Não vou sentir falta dos carros subindo na calçada sem sequer se preocupar com o pedestre que está passando. Na mesma rua, os carros não só trafegam na calçada, na nossa frente, como estacionam e se fazem donos desse espaço que deveria ser nosso. Como se não bastasse serem donos da rua!
- Sei que a Flávia, do Crônicas do Iglu, vai me achar a pessoa mais hipócrita e desprezível do mundo se algum dia ler isso aqui, mas lá vai: não vou sentir falta de ter uma empregada aprontando todas na minha casa. Não vou me estender, só contar o último episódio. Na segunda à noite (coincidentemente, o dia que ela vai), nosso vaso sanitário entupiu sem nenhum motivo aparente. Nada fazia o dito cujo desentupir. Na quarta (quando ela vai de novo), perguntei se tinha acontecido alguma coisa (claro, a resposta foi "não, senhora") e pedi pra ela tentar desentupir, que nós já tínhamos esgotado nossas tentativas. Chego em casa e encontro um bilhete dela:
"D. Camila, desentupi o vaso. Acho que o suporte da pedra sanitária (aquela pedra com cheirinho e desinfetante que fica presa no vaso) tinha caído lá dentro".
E daí eu percebi que a pedra, realmente, não estava mais lá, desde segunda. A minha revolta é que ninguém "acha" que uma coisa caiu ou não. Enfim, é claro que ela não tinha desentupido nada e nós tivemos que pagar R$ 70,00 para uma pessoa ir lá hoje e tirar o tal do suporte que ela "achava" que tinha caído lá dentro.
Essas coisas me tiram do sério! E eu prefiro ser a única a "achar" lá em casa (o marido também pode, né?!).