Quanto à mudança pro Canadá, nem preciso dizer, sempre me preocupei com a temperatura no inverno, com todos aqueles graus negativos. Neve na calçada, neve derretida, neve caindo. Neve, neve, neve. Tenho plena noção que vou adorar a neve por um período máximo de sete dias e que, a partir daí, vou contar os dias pra ela ir embora (ou será que não? Vamos ver!). Esse é, aliás, um dos motivos pelo qual Vancouver ganha muitos pontos na minha lista. Mas eis que, com essa última viagem, a primeira que fiz nessa época do ano para um lugar de clima temperado, comecei a me preocupar com outra estação...
Sempre adorei a primavera, que, aqui no Braisl, é a estação do meu aniversário. Sempre tive muito orgulho disso. É uma estação tão linda, né? Temperaturas mais tranquilas, as flores explodindo por todos os lados, tudo colorido, a grama verdinha... Ficava até triste quando pensava que, no Canadá, meu aniversário vai ser no outono (que, aliás, é lindo também) e eu perderia todas as flores. Depois desse tempo em Londres, estou quase agradecendo por isso.
Eu já tinha ouvido falar na "allergy season" ou na "hay fever", mas sempre achei um certo exagero das pessoas. Como assim o pólen em suspensão no ar causa tantos problemas? Na verdade, eu até duvidava um pouco que o pólen, realmente, ficasse em suspensão no ar. E eis que, no primeiro dia de viagem, sem nem pensar nisso, começo a espirrar sem parar. O nariz coça, os olhos coçam, é um transtorno instalado cada vez que colocamos os pés na rua. Quando me dei conta, vi que tinham várias "coisinhas" caindo das árvores, parecia uma chuva!
É impressionante! Chega a ser cômico. Todos na rua espirrando, coçando os olhos. Isso sem falar dos ciscos que entram a cada minuto nos seus olhos. Fiquei preocupada, e já anunciei pro marido que vou andar com óculos de natação pra proteger os olhos se for assim no Canadá! rs Eu juro que não estou exagerando (tá, a parte dos óculos de natação é brincadeira)...
Eu ficava aliviada cada vez que entrávamos em uma loja, café, museu. E daí fiquei pensando que isso não vai funcionar no Canadá, já que, no fim do inverno, o que todos querem e, naturalmente, eu também vou querer, é ficar ao ar livre, aproveitando a roupa leve, o céu, as cores, tudo da primavera.
No entanto, parece que existem algumas soluções para o problema. A mais drástica, pelo que eu vi, é tomar vacinas para que o corpo de habitue a esses pólens e deixe de reagir assim a eles. Outras opções, bem mais fáceis, são usar óculos que protejam bem os olhos, usar descongestionante nasal (e eu estava com o meu a tiracolo), tomar anti-alérgicos próprios pra isso e ainda tem uma pomada que se usa perto do nariz e dos olhos que evita que as partículas passem dessa barreira.
Ainda encontrei umas outras sugestões que achei, no mínimo, ridículas. Por exemplo, andar com uma máscara! Ainda sugerem que você deixe sua casa toda fechada para evitar a entrada do ar externo. Ou seja, você passa vários meses esperando poder abrir a janela e aí não pode por causa das alergias. Ainda: evitar fazer atividades ao ar livre (hein?! Depois de um inverno de seis meses?). E tem outras óbvias, tipo tomar banho e lavar a cabeça.
Mais uma coisa para enfrentar lá terra do Maple. Vocês já passaram por isso? Alguma dica?
Wednesday, May 28, 2008
Monday, May 26, 2008
Novidade do dia
Olá!
De volta à vida, já trabalhando e já colocando o processo de imigração para andar de novo. Estou respondendo aos e-mails e doida pra acabar essa fase e começar a ler os milhares de posts não lidos acumulados dos blogs vizinhos.
Para quem está na espera e acompanhando nosso trajeto, tenho a honra de declarar que coloquei hoje nossos passaportes nos Correios, depois de pagar a última pedrada, que é a taxa de "direito de residência permanente", que deve ser paga pelo aplicante principal e pelo cônjuge (filhos, independente da idade, estão excluídos). Liguei para o número do Consulado apenas mesmo para confirmar o valor de R$ 850,00 para o marido e o mesmo valor para mim. Ou seja, lá se foram R$ 1.700,00, em depósito direto na conta do Consulado, no Banco Itaú.
O comprovante de depósito deve ser grampeado (ops... Mariana, obrigada pelo alerta! Escrevi errado e nem percebi! É grampeado, puro e simples...) à própria carta que o Consulado enviou (thanks, Meg), as etiquetas enviadas devem ser colocadas nos passaportes e tudo isso deve ser enviado para São Paulo. Fiquei com medo até de enviar por Sedex, já que parece estar virando "moda" roubar esse tipo de encomenda, mas acabei confiando mais nele do que na carta comum registrada.
Enfim, agora, mais uma vez, é esperar (cada vez menos...).
De volta à vida, já trabalhando e já colocando o processo de imigração para andar de novo. Estou respondendo aos e-mails e doida pra acabar essa fase e começar a ler os milhares de posts não lidos acumulados dos blogs vizinhos.
Para quem está na espera e acompanhando nosso trajeto, tenho a honra de declarar que coloquei hoje nossos passaportes nos Correios, depois de pagar a última pedrada, que é a taxa de "direito de residência permanente", que deve ser paga pelo aplicante principal e pelo cônjuge (filhos, independente da idade, estão excluídos). Liguei para o número do Consulado apenas mesmo para confirmar o valor de R$ 850,00 para o marido e o mesmo valor para mim. Ou seja, lá se foram R$ 1.700,00, em depósito direto na conta do Consulado, no Banco Itaú.
O comprovante de depósito deve ser grampeado (ops... Mariana, obrigada pelo alerta! Escrevi errado e nem percebi! É grampeado, puro e simples...) à própria carta que o Consulado enviou (thanks, Meg), as etiquetas enviadas devem ser colocadas nos passaportes e tudo isso deve ser enviado para São Paulo. Fiquei com medo até de enviar por Sedex, já que parece estar virando "moda" roubar esse tipo de encomenda, mas acabei confiando mais nele do que na carta comum registrada.
Enfim, agora, mais uma vez, é esperar (cada vez menos...).
Para "anônimo" que comentou no post "Imigrando com cães"
Na coluna da direita aqui do blog, no título "Cães", tem uma lista de links relacionados com o assunto. Quanto às empresas que fazem o transporte, as que eu tive conhecimento foram:
Dessas, a Sysbrac, pelo que tenho acompanhado na blogosfera, tem sido a mais escolhida.
É isso, espero ter ajudado.
PS: Só para lembrar quem deixa algum comentário com pergunta, é preciso deixar alguma referência para que eu possa responder.
Dessas, a Sysbrac, pelo que tenho acompanhado na blogosfera, tem sido a mais escolhida.
É isso, espero ter ajudado.
PS: Só para lembrar quem deixa algum comentário com pergunta, é preciso deixar alguma referência para que eu possa responder.
Friday, May 9, 2008
Conta no Canadá
Ontem, a correria para a viagem de amanhã, confirmada em cima da hora, foi agravada. Eu tinha que terminar de preencher o formulário e juntar a documentação necessária para, hoje, o marido levar tudo na nossa gerente do HSBC e continuar o processo de abertura da nossa conta lá no Canadá. Graças ao meu querido scanner, que manda a imagem direto pra impressora, pude tirar todas as cópias necessárias sem muita dificuldade.
Lendo os meus e-mails, hoje, vi que em um dos grupos que participo estavam discutindo exatamente isso. Além de perguntarem como funciona, queriam saber da legalidade da operação de transferência de dinheiro para uma conta no exterior. Daí, como estava mexendo com isso, aproveitei para responder. Deve interessar a algunas dos meus queridos leitores, então, eis o e-mail que escrevi:
"Acabamos de abrir nossa conta HSBC Premier aqui no Brasil e hoje vamos entregar a documentação para a abertura de nossa conta corrente em Toronto.
A taxa da conta HSBC Premier aqui é R$ 39,00, mas vai tendo desconto gradual dependendo de quanto dinheiro você mantém na conta. Nessa taxa está incluído tudo, o banco não te cobra nenhum serviço extra (pelo menos é o que parece, mas só o tempo para eu, realmente, acreditar nisso). Tem, inclusive, cartão de crédito, mastercard. Ou seja, você não pagará anuidade para ter o cartão. Além disso, outra grande vantagem é que você só paga uma taxa para manter conta aqui e conta lá. Como estamos pagando os R$ 39,00 aqui, não vamos pagar nada além disso para manter a conta lá no Canadá.
Infelizmente, a conta aqui não serve para ter um histórico de crédito lá no Canadá. O histórico lá só começa a ser feito quando você tem dívidas lá, tipo um cartão de crédito, e as paga em dia, todo mês (de preferência, antes do vencimento, como já ouvi dizer por aí). Me arrependi de não ter aberto a conta antes, pois se tivéssemos 6 meses de conta Premier aqui no Brasil, já poderíamos pedir um cartão de crédito canadense. O que significa que poderíamos usá-lo aqui e pagar com a conta de lá e, assim, ir criando nosso famoso histórico.
Por enquanto, que acabei de abrir a conta aqui no Brasil, teremos o cartão e crédito brasileiro e uma conta corrente no Canadá. Daqui a seis meses poderemos pedir o cartão de crédito canadense. Enquanto isso, antes de ir, nós vamos usar as contas para fazer transferências de valores e não precisar se preocupar com isso no momento do landing. É simples, pelo próprio internet banking é possível fazer uma transferência para a conta no Canadá. Podemos fazer três transferências mensais de até 3000 dólares (não sei se consideram dólar canadense ou americano, mas dá quase no mesmo).
Quanto à legalidade dessa operação, é totalmente legal. O que torna uma conta no exterior ilegal é o fato de você não a declarar no imposto de renda. Nós declaramos nossa renda, nossas economias e nossas contas bancárias regularmente, então não há qualquer problema em relação a legalidade da operação. Até porque o valor vai sair de uma conta brasileira, ou seja, o governo pode ter controle sobre ela, não é nada escondido. Ilegal seria ganhar dinheiro no Brasil, levar tudo em espécie embaixo do braço, sem declarar a saída de valor, e depositar numa conta fora do país. Isso tudo, claro, sem declarar no IRPF. É, portanto, uma situação bem diferente, que eu jamais faria, nem recomendaria. Gosto de fazer tudo certinho e dormir tranquila todas as noites.
É isso. Quando o processo de abertura de conta no Canadá terminar eu posso escrever alguma coisa aqui para mantê-los atualizados, mas, até agora, está tudo tranquilo".
Só para acrescentar, o que fizemos até agora foi ir até uma agência do HSBC para abrir a conta Premier (é preciso ter renda acima de R$ 8.000,00, se não me engano, ou ter um valor alto em investimento. A renda pode ser somada nas contas conjuntas.). Depois disso, entramos em contato com a área internacional do banco, em São Paulo. Eles mandaram o formulário e as instruções por e-mail. Formulário preenchido, cópias de passaporte, indentidade, comprovante de residência e extratos bancários (achamos melhor mandar, apesar de não terem pedido), basta entregar para sua gerente. Com sorte, ela saberá o que fazer com isso (ou, pelo menos, se informará sobre). Confesso que não estou muito segura dessa parte, mas vamos ver o que ela vai falar hoje.
Bom, se eu não aparecer nos próximos dias é porque estou passeando pelo mundo :)
See you!
"Acabamos de abrir nossa conta HSBC Premier aqui no Brasil e hoje vamos entregar a documentação para a abertura de nossa conta corrente em Toronto.
A taxa da conta HSBC Premier aqui é R$ 39,00, mas vai tendo desconto gradual dependendo de quanto dinheiro você mantém na conta. Nessa taxa está incluído tudo, o banco não te cobra nenhum serviço extra (pelo menos é o que parece, mas só o tempo para eu, realmente, acreditar nisso). Tem, inclusive, cartão de crédito, mastercard. Ou seja, você não pagará anuidade para ter o cartão. Além disso, outra grande vantagem é que você só paga uma taxa para manter conta aqui e conta lá. Como estamos pagando os R$ 39,00 aqui, não vamos pagar nada além disso para manter a conta lá no Canadá.
Infelizmente, a conta aqui não serve para ter um histórico de crédito lá no Canadá. O histórico lá só começa a ser feito quando você tem dívidas lá, tipo um cartão de crédito, e as paga em dia, todo mês (de preferência, antes do vencimento, como já ouvi dizer por aí). Me arrependi de não ter aberto a conta antes, pois se tivéssemos 6 meses de conta Premier aqui no Brasil, já poderíamos pedir um cartão de crédito canadense. O que significa que poderíamos usá-lo aqui e pagar com a conta de lá e, assim, ir criando nosso famoso histórico.
Por enquanto, que acabei de abrir a conta aqui no Brasil, teremos o cartão e crédito brasileiro e uma conta corrente no Canadá. Daqui a seis meses poderemos pedir o cartão de crédito canadense. Enquanto isso, antes de ir, nós vamos usar as contas para fazer transferências de valores e não precisar se preocupar com isso no momento do landing. É simples, pelo próprio internet banking é possível fazer uma transferência para a conta no Canadá. Podemos fazer três transferências mensais de até 3000 dólares (não sei se consideram dólar canadense ou americano, mas dá quase no mesmo).
Quanto à legalidade dessa operação, é totalmente legal. O que torna uma conta no exterior ilegal é o fato de você não a declarar no imposto de renda. Nós declaramos nossa renda, nossas economias e nossas contas bancárias regularmente, então não há qualquer problema em relação a legalidade da operação. Até porque o valor vai sair de uma conta brasileira, ou seja, o governo pode ter controle sobre ela, não é nada escondido. Ilegal seria ganhar dinheiro no Brasil, levar tudo em espécie embaixo do braço, sem declarar a saída de valor, e depositar numa conta fora do país. Isso tudo, claro, sem declarar no IRPF. É, portanto, uma situação bem diferente, que eu jamais faria, nem recomendaria. Gosto de fazer tudo certinho e dormir tranquila todas as noites.
É isso. Quando o processo de abertura de conta no Canadá terminar eu posso escrever alguma coisa aqui para mantê-los atualizados, mas, até agora, está tudo tranquilo".
Só para acrescentar, o que fizemos até agora foi ir até uma agência do HSBC para abrir a conta Premier (é preciso ter renda acima de R$ 8.000,00, se não me engano, ou ter um valor alto em investimento. A renda pode ser somada nas contas conjuntas.). Depois disso, entramos em contato com a área internacional do banco, em São Paulo. Eles mandaram o formulário e as instruções por e-mail. Formulário preenchido, cópias de passaporte, indentidade, comprovante de residência e extratos bancários (achamos melhor mandar, apesar de não terem pedido), basta entregar para sua gerente. Com sorte, ela saberá o que fazer com isso (ou, pelo menos, se informará sobre). Confesso que não estou muito segura dessa parte, mas vamos ver o que ela vai falar hoje.
Bom, se eu não aparecer nos próximos dias é porque estou passeando pelo mundo :)
See you!
Tuesday, May 6, 2008
É hoje...
... o dia da alegria!!!! E a tristeza nem pode pensar em chegar!!!
Diga, espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu!!!!
Hoje foi um grande dia, com várias boas notícias! (Se você quer saber só do processo, vá para o final do post...)
Primeiro de tudo, hoje era o dia do julgamento do meu pedido de inscrição principal (como advogada) na OAB-RJ. Não vou me alongar na questão, mas, resumidamente, como trabalho no Ministério Público, existe uma grande discussão em relação ao exercício da advocacia por funcionários da Instituição. Daí, apesar de eu ter terminado a faculdade, de ter sido aprovada no Exame de Ordem e de ter capacidade plena para atuar na profissão, o meu pedido vai para julgamento. Nesse caso, uma câmara composta por Conselheiros decide se defere ou não o meu pedido de inscrição como advogada. Eu já sabia que era uma luta perdida, pelo menos lá na OAB, porque faz tempo que eles não deferem questões semelhantes. Só que eu queria ter o indeferimento formal deles. Com os planos do Canadá, eu pensei em nem ir assistir ao julgamento.
Acabei resolvendo ir, mas não fazer a sustentação oral. Acabou que, depois de ficar mais de três horas aguardando a minha vez, eu resolvi falar (eu já gosto, né?). O relator apresentou o caso para os outros Conselheiros e foi me dada a palavra. Eu me manifestei, mas nem cabe aqui dizer o que falei. O importante é que, quando eu terminei de falar, o Presidente da mesa, antes de abrir para a votação que decidiria a questão, me fez um baita elogio (ainda mais vindo naquela situação, que é sempre muito formal e não cabe muito esse comentários "à parte"). Ele falou que, independente do julgamento, que eu não deveria desistir de ser advogada porque eu me expresso muito bem, falo com desenvoltura e tenho uma ótima argumentação. Por fim, ele disse que seria uma grande perda eu não ser advogada porque era minha vocação.
A partir daí, eu nem liguei mesmo pra decisão que viria. Fiquei tão feliz e orgulhosa do elogio gratuito que eu tinha recebido, de alguém que nunca me vira antes, nem ganharia nada com isso, que tudo o que passava na minha cabeça era "tá, então eu vou advogar no Canadá"! A ficha caiu! Ok, o julgamento prosseguiu e, como era de se esperar, o pedido foi indeferido. Antes de eu sair, os conselheiros todos insistiram que eu recorresse porque eu tinha grandes chances de ganhar, já que a composição da bancada hoje era contrária a mim, mas o Tribunal Pleno (que julga o recurso) é bem dividido nesse sentido. Mal sabem eles que eu já tinha ganhado tudo o que precisava... Saí de lá muito mais vitoriosa do que se eles tivessem, simplesmente, aceitado o meu pedido.
A segunda excelente notícia é que conseguimos confirmar a viagem que vamos fazer nos próximos dias. Apareceu um evento para o marido em Londres e como se trata da minha cidade querida, idolatrada, salve, salve, eu já me incluí na aba. Só que eu tinha emitido a passagem pra mim e a empresa dele não tinha emitido pra ele, então estava tudo no ar. Hoje, finalmente, confirmaram a ida dele e nós vamos passar quinze dias lá, começando nesse próximo sábado. Vai ser ótimo!!! Vai ter o evento e eu vou ficar meio sozinha uns dias, mas, depois, vamos ficar uma semana de férias por lá. Muito legal!!! Vou poder rever lugares que conheci há 10 anos, dar uma treinada no inglês e passar 14 dias ouvindo aquele sotaque maravilhoso que eu amo!!!
E a notícia mais esperada de todos chegou pelos Correios... O pedido dos passaportes está, enfim, em nossas mãos. Justo hoje, o dia em que ouvi de alguém que eu tenho vocação para advogar e, ironicamente, que eu não posso fazer isso aqui. Tudo bem, tudo bem, eu faço isso lá!!!
Só vamos poder enviar os passaportes na volta da viagem, então o visto ainda demora mais um pouco. Mas agora é só esperar o tempo passar mesmo porque ele virá e nós vamos em setembro para essa nova vida. E nada como um dia após o outro.
Diga, espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu!!!!
Hoje foi um grande dia, com várias boas notícias! (Se você quer saber só do processo, vá para o final do post...)
Primeiro de tudo, hoje era o dia do julgamento do meu pedido de inscrição principal (como advogada) na OAB-RJ. Não vou me alongar na questão, mas, resumidamente, como trabalho no Ministério Público, existe uma grande discussão em relação ao exercício da advocacia por funcionários da Instituição. Daí, apesar de eu ter terminado a faculdade, de ter sido aprovada no Exame de Ordem e de ter capacidade plena para atuar na profissão, o meu pedido vai para julgamento. Nesse caso, uma câmara composta por Conselheiros decide se defere ou não o meu pedido de inscrição como advogada. Eu já sabia que era uma luta perdida, pelo menos lá na OAB, porque faz tempo que eles não deferem questões semelhantes. Só que eu queria ter o indeferimento formal deles. Com os planos do Canadá, eu pensei em nem ir assistir ao julgamento.
Acabei resolvendo ir, mas não fazer a sustentação oral. Acabou que, depois de ficar mais de três horas aguardando a minha vez, eu resolvi falar (eu já gosto, né?). O relator apresentou o caso para os outros Conselheiros e foi me dada a palavra. Eu me manifestei, mas nem cabe aqui dizer o que falei. O importante é que, quando eu terminei de falar, o Presidente da mesa, antes de abrir para a votação que decidiria a questão, me fez um baita elogio (ainda mais vindo naquela situação, que é sempre muito formal e não cabe muito esse comentários "à parte"). Ele falou que, independente do julgamento, que eu não deveria desistir de ser advogada porque eu me expresso muito bem, falo com desenvoltura e tenho uma ótima argumentação. Por fim, ele disse que seria uma grande perda eu não ser advogada porque era minha vocação.
A partir daí, eu nem liguei mesmo pra decisão que viria. Fiquei tão feliz e orgulhosa do elogio gratuito que eu tinha recebido, de alguém que nunca me vira antes, nem ganharia nada com isso, que tudo o que passava na minha cabeça era "tá, então eu vou advogar no Canadá"! A ficha caiu! Ok, o julgamento prosseguiu e, como era de se esperar, o pedido foi indeferido. Antes de eu sair, os conselheiros todos insistiram que eu recorresse porque eu tinha grandes chances de ganhar, já que a composição da bancada hoje era contrária a mim, mas o Tribunal Pleno (que julga o recurso) é bem dividido nesse sentido. Mal sabem eles que eu já tinha ganhado tudo o que precisava... Saí de lá muito mais vitoriosa do que se eles tivessem, simplesmente, aceitado o meu pedido.
A segunda excelente notícia é que conseguimos confirmar a viagem que vamos fazer nos próximos dias. Apareceu um evento para o marido em Londres e como se trata da minha cidade querida, idolatrada, salve, salve, eu já me incluí na aba. Só que eu tinha emitido a passagem pra mim e a empresa dele não tinha emitido pra ele, então estava tudo no ar. Hoje, finalmente, confirmaram a ida dele e nós vamos passar quinze dias lá, começando nesse próximo sábado. Vai ser ótimo!!! Vai ter o evento e eu vou ficar meio sozinha uns dias, mas, depois, vamos ficar uma semana de férias por lá. Muito legal!!! Vou poder rever lugares que conheci há 10 anos, dar uma treinada no inglês e passar 14 dias ouvindo aquele sotaque maravilhoso que eu amo!!!
E a notícia mais esperada de todos chegou pelos Correios... O pedido dos passaportes está, enfim, em nossas mãos. Justo hoje, o dia em que ouvi de alguém que eu tenho vocação para advogar e, ironicamente, que eu não posso fazer isso aqui. Tudo bem, tudo bem, eu faço isso lá!!!
Só vamos poder enviar os passaportes na volta da viagem, então o visto ainda demora mais um pouco. Mas agora é só esperar o tempo passar mesmo porque ele virá e nós vamos em setembro para essa nova vida. E nada como um dia após o outro.
Monday, May 5, 2008
Fila andando...
A primeira fila que está andando é a minha lista de coisas a fazer. O mais urgente, que eram os agradecimentos, estão prontos e coloquei hoje nos Correios. Agora é só terminar de entregar pro pessoal que a gente vai encontrar ao longo dessa semana. As fotos do casamento eu já selecionei quase tudo. Só que ainda vou ter que selecionar o selecionado, já que tenho umas 260 escolhidas e preciso reduzir esse número para 100. Considerando que parti de umas mil, agora vai ser moleza :) rs! O restante ainda falta, mas uma hora chegamos lá.
A outra fila que está andando é a do pedido dos passaportes. Ainda não chegou a nossa vez, mas vi hoje no grupo do Yahoo que o Augusto recebeu a cartinha dele no dia 1º. E os exames dele foram recebidos em Trinidad e Tobago junto com os nossos, no dia 22 de abril. É, deve chegar a qualquer momento.
Por enquanto, estou às voltas com os afazeres atrasados e com uma possível viagem que seria esse sábado, mas que ainda não foi confirmada, apesar de eu já ter comprado a passagem. Enquanto isso, alguns pensamentos indesejados andam povoando minha cabecinha.
Eu não sei dizer se é essa espera absurdamente longa (apesar de não ser tão longa assim comparada a outros países) e o desânimo que ela traz, se é medo ou preguiça, se é a proximidade da concretização de tudo, se é esse distanciamento momentâneo de coisas relativas ao Canadá ou se é mesmo a idade (são só 25 anos, mas já pesam - rs), mas tenho tido "second thoughts" (e o marido está proibido de ler esse post a partir desse ponto, pelo menos).
Parece que está caindo a ficha dessa "loucura" toda, que vamos abrir mão de uma vida financeiramente estável e emocionalmente equilibrada por um grande ponto de interrogação. Vamos conseguir emprego? Vou conseguir estudar de novo? Mesmo com emprego, vamos nos adaptar? Será que o inverno é terrível? Quando o neném virá se formos? Aqui, nós temos nosso apartamento, nossos empregos. Tudo bem que não estou fazendo exatamente o que gostaria, mas se o plano fosse ficar, seria questão de tempo até eu conseguir outra coisa melhor. Isso porque eu tenho absoluta confiança de que, por aqui, eu tenho competência para conseguir o que quero. Mas por lá...
Tem vezes que me pego pensando que "até que aqui não está tão ruim assim" e fico sem saber se estou assim porque me afastei das mazelas locais, pois sempre penso "ai, ainda bem que em setembro estarei no Canadá"!. Pode ser também consequência de eu ter parado de ler notícias ruins. Ou, talvez, a gente esteja cada vez mais dentro da nossa própria bolha, só saindo de casa o mínimo possível e com tudo calculado para garantir nossa segurança (não andamos de madrugada por aí, não vamos a lugares mais famosos pela violência,...). Tudo o que fazemos é assistir DVD em casa, receber amigos ou ir a casa de amigos. Sair, sair, só em restaurantes e isso tem diminuído cada vez mais. A última possibilidade é a que realmente me preocupa. É possível que eu esteja me acostumando com a insegurança e que tenha aceitado essa realidade na minha vida. E isso eu não quero, de jeito nenhum, nem pra mim, nem pros meus filhos.
O maior sentimento que tenho, no momento, é uma preguiça enorme de começar do zero. De deixar tudo aqui, operacionalizar toda a mudança e começar lá. Língua, estudo, casa, trabalho,... quando nossa vida chegará, novamente, à "calmaria" atual de novo? Se é que, algum dia, vai chegar. Além disso, tem o medo de dar errado e ter que recomeçar tudo por aqui! Sei que, eventualmente, a gente se reestruturaria, mas o caminho até lá seria exaustivo.
Enfim, alguém no mesmo barco? Confesso que tenho até vergonha de escrever isso... Shame on me! Se tudo der certo, esses pensamentos vão passar junto com essa fase preguiçosa e vou voltar com disposição pra mim e, de sobra, pro marido.
A outra fila que está andando é a do pedido dos passaportes. Ainda não chegou a nossa vez, mas vi hoje no grupo do Yahoo que o Augusto recebeu a cartinha dele no dia 1º. E os exames dele foram recebidos em Trinidad e Tobago junto com os nossos, no dia 22 de abril. É, deve chegar a qualquer momento.
Por enquanto, estou às voltas com os afazeres atrasados e com uma possível viagem que seria esse sábado, mas que ainda não foi confirmada, apesar de eu já ter comprado a passagem. Enquanto isso, alguns pensamentos indesejados andam povoando minha cabecinha.
Eu não sei dizer se é essa espera absurdamente longa (apesar de não ser tão longa assim comparada a outros países) e o desânimo que ela traz, se é medo ou preguiça, se é a proximidade da concretização de tudo, se é esse distanciamento momentâneo de coisas relativas ao Canadá ou se é mesmo a idade (são só 25 anos, mas já pesam - rs), mas tenho tido "second thoughts" (e o marido está proibido de ler esse post a partir desse ponto, pelo menos).
Parece que está caindo a ficha dessa "loucura" toda, que vamos abrir mão de uma vida financeiramente estável e emocionalmente equilibrada por um grande ponto de interrogação. Vamos conseguir emprego? Vou conseguir estudar de novo? Mesmo com emprego, vamos nos adaptar? Será que o inverno é terrível? Quando o neném virá se formos? Aqui, nós temos nosso apartamento, nossos empregos. Tudo bem que não estou fazendo exatamente o que gostaria, mas se o plano fosse ficar, seria questão de tempo até eu conseguir outra coisa melhor. Isso porque eu tenho absoluta confiança de que, por aqui, eu tenho competência para conseguir o que quero. Mas por lá...
Tem vezes que me pego pensando que "até que aqui não está tão ruim assim" e fico sem saber se estou assim porque me afastei das mazelas locais, pois sempre penso "ai, ainda bem que em setembro estarei no Canadá"!. Pode ser também consequência de eu ter parado de ler notícias ruins. Ou, talvez, a gente esteja cada vez mais dentro da nossa própria bolha, só saindo de casa o mínimo possível e com tudo calculado para garantir nossa segurança (não andamos de madrugada por aí, não vamos a lugares mais famosos pela violência,...). Tudo o que fazemos é assistir DVD em casa, receber amigos ou ir a casa de amigos. Sair, sair, só em restaurantes e isso tem diminuído cada vez mais. A última possibilidade é a que realmente me preocupa. É possível que eu esteja me acostumando com a insegurança e que tenha aceitado essa realidade na minha vida. E isso eu não quero, de jeito nenhum, nem pra mim, nem pros meus filhos.
O maior sentimento que tenho, no momento, é uma preguiça enorme de começar do zero. De deixar tudo aqui, operacionalizar toda a mudança e começar lá. Língua, estudo, casa, trabalho,... quando nossa vida chegará, novamente, à "calmaria" atual de novo? Se é que, algum dia, vai chegar. Além disso, tem o medo de dar errado e ter que recomeçar tudo por aqui! Sei que, eventualmente, a gente se reestruturaria, mas o caminho até lá seria exaustivo.
Enfim, alguém no mesmo barco? Confesso que tenho até vergonha de escrever isso... Shame on me! Se tudo der certo, esses pensamentos vão passar junto com essa fase preguiçosa e vou voltar com disposição pra mim e, de sobra, pro marido.
Monday, April 28, 2008
Exames entregues!
Passando aqui só para dar notícia do processo. Liguei hoje para o médico e peguei o número da encomenda. Nossos exames foram entregues no dia 22 de abril e dá até pra ver a assinatura digitalizada da pessoa que recebeu!!!
Está cada vez mais perto... Semana passada, uma menina recebeu o pedido dos passaportes, dez dias depois do recebimento dos exames lá. Se acontecesse o mesmo conosco, receberíamos a carta dia 02, ou seja, nessa próxima sexta-feira. Mas quinta é feriado, então, vamos controlar a ansiedade...
Estou, lentamente, dando conta das coisas por aqui.
Inté!
Está cada vez mais perto... Semana passada, uma menina recebeu o pedido dos passaportes, dez dias depois do recebimento dos exames lá. Se acontecesse o mesmo conosco, receberíamos a carta dia 02, ou seja, nessa próxima sexta-feira. Mas quinta é feriado, então, vamos controlar a ansiedade...
Estou, lentamente, dando conta das coisas por aqui.
Inté!
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