Thursday, March 27, 2008

Aparência do blog

Vocês já devem ter percebido que, de uns dias para cá, a barra da direita aqui do blog não está carregando no lugar certo, está indo lá pra baixo, depois de todos os post em exibição. Eu não fiz nenhuma alteração que justificasse e ontem fiz vários testes (tipo diminuir o tamanho da barra, tirar a linha do tempo, tirar a foto do Flickr, etc) e nenhum resolveu o problema. Então, eu estou sem novas idéias.

Algum sugestão do que pode ser e como consertar?

Wednesday, March 26, 2008

E o que nós vamos fazer com o visto?

Essa é a dúvida do Edu, do Picolé Carioca (Pô, Edu, da próxima vez pergunta alguma coisa mais fácil, tipo, "como eu faço pra imigrar pro Canadá?" - rs!). Isso porque a gente já esteve conversando com ele e com a Andréa e eles já devem ter percebido a nossa, digamos, "incerteza".

Primeiro de tudo, nós dois queremos, sim, ir pro Canadá. Só que o marido e eu temos funcionamentos bem diferentes e nos dedicamos em profundidades diferentes aos nossos desejos. Enquanto eu mergulho fundo e sou ultra determinada, sempre me programando, ele é 100% racional (o que não significa que eu não seja, mas eu sou emocional também), muito menos ansioso e bem mais, digamos, prudente. É assim: se antes de dormir nós conversamos sobre, quem sabe, viajar no próximo feriado para não-sei-onde, no dia seguinte, ao meio-dia, eu já tenho os valores das passagens aéreas, algumas opções de pacotes e mando tudo para ele por e-mail para aprovar ou não. E quase tudo o que eu digo e combino, por mais corriqueiro que possa parecer, "I mean it", ou seja, eu estou falando sério e acreditando naquilo. Já ele, toma "decisões" que, na verdade, fazem parte das ponderações para saber se é aquilo mesmo ou não. Desde pequena, surpreendia meus pais com recortes do Balcão de produtos que eu queria, quando eles chegavam em casa, eu já tinha feito as ligações e anotado todos os detalhes ao lado dos anúncios (foi assim que eu consegui meus hamsters, cachorros, aquários, ...). Às vezes, eles sequer sabiam que eu estava pensando em ter um bichinho...

Em relação ao Canadá, não somos diferentes. Enquanto eu passo boas horas do meu dia pesquisando nossas opções, possibilidades de empregos, estudos, etc, ele raramente vê alguma coisa sobre isso. Nossa conversa à noite costuma ser eu falando o que descobri de novo sobre o país e ele pensando em trocar o rack lá de casa, ou falando da reunião que terá no dia seguinte. Quem vê deve até pensar que só eu quero ir, mas não é bem assim, ele também quer. Aliás, a idéia inicial foi dele, já que nunca tinha passado na minha cabeça sair do país para sempre.

Nossa grande questão, e o que deve ter despertado a dúvida do Edu, é quando ir (e, claro, pra onde ir). Por mim, eu já estaria me organizando para ir assim que o visto saísse. Já ele, esperaria bastante tempo para juntar mais dinheiro e ter mais certeza. No final do ano passado, quando estávamos conversando sobre engravidar (e quando), eu deixei a decisão nas mãos dele. E aí, ele pegou um papel e fez uma planilha (isso mesmo!), colocando as opções de data de ida, a perspectiva de quando conseguiríamos um emprego, quanto dinheiro teríamos até a ida para gastarmos até o primeiro salário canadense e, então, quando o neném viria. Depois de tudo analisado, ele decidiu que setembro era o "mês D" e que até lá poderíamos juntar mais um dinheiro para podermos ficar mais tranquilos em relação a uma possível demora para conseguir um emprego e aí, segundo a tabela, eu engravidaria em dezembro (quer dizer, começaríamos as tentativas), já em terra canadense, com ou sem emprego (Ok, essa última parte terá que ser revista mais pra frente, eu sei - mas não contem pra ele!).

Eu fico angustiada diante da possibilidade de setembro chegar e ele preferir esperar mais, mas tudo o que posso fazer é aguardar e passar confiança a ele. A maior questão pra o marido é o emprego, na verdade, o dinheiro. Ele topa ir pra outra área, até ser taxista ele disse que seria, mas fica preocupado de não conseguir ter dinheiro suficiente para ter tranquilidade financeira. Eu entendo, porque, afinal, ele tem muito a mais perder aqui do que eu. Ele está num ótimo emprego, fazendo o que gosta e numa empresa muito boa. Tem um bom salário, colegas de trabalho com quem ele se dá bem e ainda tem essas viagens a trabalho "chatas", tipo a que ele vai fazer essa semana para Seattle. Abrir mão disso por uma incerteza é um grande passo.

Já eu, sou funcionária pública estável, ou seja, posso pedir licença sem remuneração. Quer dizer, pelo que eu tenho visto, dificilmente vou conseguir essa licença, mas tenho direito a pleiteá-la. Meu salário é bom em comparação com outras pessoas, mas não é o salário que eu espero ter como um projeto de vida, já que meu cargo é nivel médio e não superior. Fora isso, eu detesto trabalhar aqui e não vejo a hora de sair.

Ir pro Canadá logo significa chegar logo ao "meu futuro". Começar logo a estudar o que tiver que estudar, melhorar a língua, me adaptar. Pra ele, ir pro Canadá logo significa deixar de ter a vida que ele quer ter (em questão de trabalho e dinheiro), tendo que voltar a batalhar pra tentar, quem sabe, chegar lá de novo. A minha batalha, aqui no Brasil, começaria agora (já que me formei há pouco tempo), mas foi suspensa tendo em vista os planos de imigração.

Ele já me garantiu quinhentas mil vezes que iremos em setembro. Então, sem mais delongas, eis a resposta para a pergunta do título:

"Quando o visto sair, vamos começar a procurar emprego pela internet. Se conseguirmos alguma coisa, ótimo, vamos pra onde for, a hora que tiver que ir. Não conseguindo, vamos em setembro e, ao que tudo indica, com destino a Halifax. E, se tudo correr bem, quem sabe - não custa sonhar -, o herdeiro será encomendado em dezembro".

(E aí está o nosso futuro em um parágrafo - rs!)

Monday, March 24, 2008

Bola fora pra Halifax?!

UFA! Nada como um feriado para deixar o blog desatualizado, as leituras atrasadas e uma pilha de processos na mesa do trabalho. E nada como muito chocolate para dar disposição e colocar tudo isso em dia. A mesa já está limpa, atualizo o blog agora e sigo para as leituras e comentários. Espero que todos tenham tido uma ótima Páscoa, repleta de ovos de chocolate!

Mas estou aqui para falar do Canadá...

Semana passada, o Jair mandou um e-mail para o grupo do Yahoo com o link de uma pesquisa sobre as cidades mais violentas do Canadá. Quase caí para trás quando vi que Halifax, minha nova queridinha, está entre as 10 primeiras mais violentas. E, pior, é a única desse grupo do lado leste. Todas as outras nove estão à oeste de Winnipeg.

Fiquei realmente assustada e levei um tempo para digerir a informação. Como pode uma cidade que eu tento me convencer que não é tão pequena nem tão pacata assim ser a décima mais violenta do país?

Mesmo os organizadores dessa pesquisa se assustaram com a presença de Halifax entre as primeiras posições. Um criminalista entrevistado atribuiu à questão a população jovem presente na cidade devido a todas as universidades, que seriam os maiores responsáveis pelos índices. Além disso, por ser uma cidade que recebe muitos turistas, seria mais difícil controlar o que, realmente, pertence à cidade. Ele também percebe um problema do governo, que investe em policiamento e em programas educativos para adolescentes, mas não dá tanta atenção para jovens adultos.

Ao mesmo tempo, encuquei tentando desvendar como pode a segunda melhor cidade para se viver ser uma das dez mais violentas. Halifax só ficou atrás de Ottawa numa pesquisa feita ano passado. Dá pra entender? Talvez seja porque a violência em Halifax, mesmo estando 71% acima da média do país seja pouca. Talvez seja localizada. Talvez, na verdade, os casos é que sejam mais registrados do que nas outras cidades, o que faz aumentar os números oficiais.

São duas informações, a meu ver, antagônicas. Ao mesmo tempo que uma desperta uma vontade de enorme de fazer na cidade meu próximo pouso, diante da outra dá vontade de correr dali, com medo de ser uma furada e uma situação que daqui a alguns anos já não estará tão distante da que estamos fugindo agora. Bom, isso já seria um exagero, né? Alguma luz?

Nota pós post: vale a pena conferir a reportagem que saiu no The Star sobre a pesquisa, mostrando como a mídia vem fazendo de Toronto uma cidade violenta, quando, na verdade, não é bem assim.






Wednesday, March 19, 2008

Série Coisas Que Eu Sentirei Saudade

Para manter o clima mais positivo no blog, vou tentar, sempre que postar um texto da série de coisas que eu não sentirei saudade, publicarei outro de alguma coisa que vai, sim, fazer falta.

E uma delas é da minha sessão semanal de drenagem linfática. Comecei a fazer no final do ano passado por conta do calor absurdo que vinha fazendo. Tenho algum problema de circulação (nada grave) que faz minhas pernas incharem em algumas situações, tipo ficar muito tempo em pé ou muito calor. Por indicação de uma conhecida, resolvi experimentar a drenagem linfática.

Vou dizer que não sei como fiquei tanto tempo sem essas santas sessões! Nunca mais senti aquele peso nas pernas ao chegar em casa, nem aquelas dores que me deixavam sem posição na hora de dormir. E, de quebra, ainda deu uma afinada na silhueta. Não que alguma mulher sonhe com isso, mas é sempre bom ver a barriga mais sequinha. :)

Vou ficar com muita saudade! (Se bem que calor é algo dá e passa rápido por lá, né?)

Série Coisas Que Eu Não Sentirei Saudade

A tia do marido que mora nos EUA está passando uma semana aqui no Brasil. Ontem, depois do trabalho, nos encontramos na casa da sogra para matarmos um pouco a saudade (e pegar as encomendas, que, por incrível que pareça, foram bem modestas dessa vez... quer dizer, eu não vou dizer que, além do PSP, Wii, Xbox velho e Xbox novo, o marido agora tem um Nintendo DS. Tudo que eu precisava!). O papo rolou e já era quase meia noite quando saímos de lá.

Já quase na esquina de casa, paramos no sinal e nos assustamos com uma sombra nos espelhos retrovisores (quando você é carioca, acostuma-se a "ficar ligado" nos espelhos quando pára no sinal, pelo menos é assim com a gente), um movimento estranho. Como de outras vezes que passamos por sustos ou mesmo quando fomos efetivamente assaltados, nos assustamos, mas não trocamos uma palavra até que o carro voltasse a andar. Daí, vimos que nós dois tínhamos nos assustado com a sombra, que, na verdade, era do carro de trás, que se aproximou mais do que o normal.

Moral da história: não vou sentir saudade de ter medo de sombras!

Tuesday, March 18, 2008

Desejos Incompatíveis I

"To achieve the impossible dream, try going to sleep".

Várias vezes me pego pensando quais são minhas prioridades para conseguir decidir o "pra onde vamos", "por quê vamos" e "será que devemos mesmo ir". Invariavelmente, chego a uma mesma conclusão: meus desejos são incompatíveis. Não só os desejos, mas as prioridades também. Existe a questão da segurança, do clima, da moradia, do emprego,... São tantas e tantas dúvidas que é melhor eu escrever um post para cada uma delas.

Posso começar pelos meus desejos de viver numa cidade grande, mas levar a vida num ritmo tranquilo de cidade pequena. Quero ter shoppings, restaurantes e shows à minha disposição, mas não quero trânsito, buzinas e prédios à minha volta. Aliás,  o conceito de morar em prédio pra mim é o fim do mundo. Pensem comigo, não parece desumano famílias morarem, literalmente, umas por cima das outras e por todos os lados?  Se eu ligo a TV num volume um pouquinho mais alto, o vizinho já sabe. Lá em casa, eu sei todas as vezes que o vizinho vai ao banheiro porque ouço a descarga e sei quanto tempo ele fica no banho, porque ouço a água. Ninguém me convence que isso é humano, aliás, nem animal, já que esses, naturalmente, vivem em florestas, campos, sempre com espaço.

Aliás, essa necessidade de vida mais calma foi o que me motivou a construir com meu pai uma casa em Vargem Pequena, onde eu morava até vir para o Flamengo com o Julio. Lá, eu saía do meu quarto e podia ver o céu bem em cima de mim. Tinha grama, plantas e bastante espaço pros meus "filhos". E era só pegar o carro que em quinze minutos eu estava na Barra, com shoppings, cinemas, restaurantes, shows, médicos, academias, escolas/faculdades, supermercados, tudo que alguém possa precisar. No Rio, foi lá que eu encontrei alguma paz (apesar de o trajeto até lá ser sempre uma preocupação).

Foi esse gosto pelas coisas da cidade grande e pela paz de lugares mais tranquilos que fez eu gostar da idéia de ir para uma país como o Canadá. Só que, mesmo lá, vai ser dificil encontrar tudo. Afinal, como morar numa casa (não townhouse, casa mesmo) em cidades como Toronto e Vancouver? Ainda que essas casas existam, custarão uma fortuna, que sabe Deus quando nós vamos poder pagar. Me pego pensando em ir para uma cidade menor e me pergunto se essa é mesmo minha vontade, já que não é a idéia original. Será que vou morrer de tédio?! Será que, na verdade, não sou tão "menina da cidade grande" assim? Será que, por ser uma cidade pequena num "país desenvolvido", estarão disponíveis esses serviços mais importantes pra mim? Será que eu não gostaria de morar numa super cidade, agitada, com comércio por todos os lados, todo tipo de programas culturais imagináveis?

Vai saber!

"O que será, que será? (...)
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho..."

I'm trying!

Gente, estou aqui tentando escrever um post, mas está ficando sem pé nem cabeça. Já pensei em dividi-lo em vários e fazer uma série, mas continua confuso. Mas uma hora eu consigo (I hope).

Mais fotos do Canadá

Notícias do Canadá | CBC

Ontario Top Stories | Toronto Star