Saturday, September 1, 2007

OFF Topic por uma semana

Uma das coisas que decidimos nessa fase de preparação para a imigração é conhecer os lugares aqui por perto antes de ir, pois ficará muito mais difícil depois. Assim como deixamos os pontos na América do Norte e Europa para conhecer depois, por ser mais rápido e mais barato.

Então, hoje, daqui a pouco, estamos partindo para passar uma semana em Buenos Aires e Bariloche. Dificilmente postarei alguma coisa, mas, se postar, será sobre esses lugares.

Se não escrever antes, boa semana e bom feriado para todos!

PS: Rezem pra que a gente volte inteiro do nosso primeiro contato com esquis...

Thursday, August 30, 2007

Histórico de Crédito

Se alguém ainda se lembra de quando abriu a primeira conta corrente no Brasil sabe que sem histórico de crédito, poucas transações financeiras podem ser realizadas. Você não tem direito a cheque, o banco se recusa a te dar cartão de crédito, seu limite de cheque especial, quando existe, é ridículo, você paga todas as tarifas possíveis no maior valor existente, etc. Até que, de um dia pro outro, passados uns 6 meses ou 1 ano, dependendo da política do banco, você passa a receber cartão, seu limite aumenta, eles fazem de tudo para você pegar um talão de cheques. Pelo menos foi assim comigo e olha que abri uma conta salário no Banerj como servidora pública!

Não é diferente no Canadá. Mas enquanto eu tinha outras possibilidades por aqui (usar cheques de papai, cartão de crédito depentende, etc.), por lá só teremos dinheiro no banco e um cartão de débito em mãos. Financiamento... hummm... não sei, não. Já li por aí que até para assinar serviços como comprar um celular, por exemplo, é preciso deixar um cheque caução com a empresa até que passe o tempo de "quarentena". Passado esse período, você deve voltar em todas essas empresas para resgatar seu saudoso chequinho.

Não há dúvida que isso só dificulta a vida já tão conturbada de um imigrante recém-chegado. Para tentar contornar essa situação, existem algumas opções. A primeira, já bastante comentada no grupo do Yahoo, é o cartão de crédito Amex. Parece que, tendo um cartão ainda em terras brasileiras, o seu histórico de crédito será transferido para o Canadá. Daí, seu cartão Amex canadense será expedido como se você já fosse cliente há mais tempo.

Eu bem que tentei fazer o meu. Aliás, pensei que não fosse ter problemas, já que, além de já ter bastante crédito no Itaú, onde tenho conta, tenho dois cartões de créditos do Unibanco, já com um bom histórico. Além disso, quando você entra na página do Amex parece que é tudo muito simples. Não se engane, não é. Você precisa passar alguns documentos por fax para eles. Até aí, tudo bem. Eis que um mês depois de enviar a documentação, nada de o cartão chegar pelos Correios. Resolvo entrar em contato e sou informada que minha solicitação não foi aprovada. Por quê? Porque eles pediram informações minhas ao Itaú, mas meu banco, respeitando, claro, meu sigilo bancário, recusou-se a fornecê-las. A atendente me explicou que eu deveria entrar em contato com o Itaú e autorizar que as informações solicitadas pela Amex fossem fornecidas. Tá, tudo bem, mas quais informações vocês querem? Resposta: "Nós não podemos informar isso, senhora". Como assim eu não posso saber o que eles querem saber sobre mim?! Tô fora!

A outra opção é através do HSBC, que é um banco internacional. Frustrada a primeira tentativa, resolvi recorrer a essa segunda e preenchi um formulário solicitando mais informações sobre abertura de conta em outro país e transferência de histórico de crédito. No dia seguinte pela manhã, um funcionário me ligou e explicou que basta abrir uma conta HSBC aqui que, quando abrirmos uma conta no Canadá, eles enviarão uma carta de recomendação para que nosso histórico de crédito aqui seja considerado lá.

Perguntei se eu poderia abrir já uma conta no Canadá e ele explicou que é possível, mas que contas sem movimentação lá nas terras geladas são encerradas por determinação legal e que não haveria necessidade de manter as duas antes de chegar lá, já que o crédito seria realmente transferido.

Ele sugere que se abra uma conta HSBC Premier (basta ter renda acima de R$ 8.000,00, sendo que pode juntar as rendas para abrir conta connjunta). A tarifa mensal dessa conta é R$ 39,00. Bem salgada, mas é a garantia de que você terá uma conta HSBC Premier no Canadá, pois cliente Premier é Premier em qualquer lugar do mundo. Daí, essa nova conta no Canadá não teria tarifa caso a conta brasileira seja mantida. Segundo ele, a conta Premier no Canadá tem uma tarifa que, convertida, daria mais do que os R$ 39,00 e que, então, vale a pena ter a conta aqui. Se você mantiver mais de R$ 50.000,00 investido, terá 50% de desconto nesse tarifa. E terá isenção total caso mantenha mais de R$ 100.000,00 em conta. Outra vantagem é que cliente Premier tem limite de saque internacional mais alto (500 dólares para sacar em qualquer ATM, mundo afora), além de não pagar pela operação (normalmente, a taxa é de R$ 8,00).

Mas não vá com muita sede ao pote porque nem tudo são flores, ainda mais quando envolve banco e dinheiro. A Mariana já comentou no blog da Andréa e do Eduardo que está muito insatisfeita com o HSBC, tanto que até pensam em encerrar a conta. Então, muito cuidado se você for abrir a sua e não esqueça de ler todas as letrinhas miúdas.

Abaixo, segue a íntegra do e-mail que recebi do HSBC com informações sobre as contas:

"O HSBC está presente no Canadá com as seguintes agências listadas no link
abaixo:

http://www2.hsbc.ca/HICServlet?cmd_GetCAMap=&accept-language=en-ca

Se você vai morar no exterior, existem duas maneiras para obter acesso a
seus recursos durante sua estadia fora do Brasil:

Ter uma conta no HSBC no Brasil e utilizar o cartão de débito para
sacar, conforme instruções abaixo:

A conta do HSBC no Brasil fornece o cartão de débito conveniado à rede
Cirrus ou à rede VisaPlus, que permite que você saque recursos de qualquer
ATM (mesmo que não seja do HSBC), na moeda local do país onde você estiver.
O recurso é debitado diretamente da sua conta corrente do Brasil. Basta que
a ATM tenha o simbolo da rede demonstrando o seu convênio.

Para contas Premier: Tarifa isenta e limite de $500,00 dólares por dia
correspondentes à moeda local do país
Para contas Gold: Tarifa de 8 reais por saque e limite de $300,00 dólares
por dia correspondentes à moeda local do país
SuperClass ou conta Universitária: Tarifa de 8 reais por saque e limite de
$250,00 dólares por dia correspondentes à moeda local do país

Portanto, caso você precise de recursos, basta que alguém no Brasil faça um
depósito na sua conta.

Ter uma conta no HSBC do país onde você está se mudando:

Esta opção permite que você tenha o seu recurso disponibilizado na moeda
local, pois você terá uma conta no próprio país. Além disso, você terá um
cartão de débito local onde não pagará tarifas para sacar nas ATMs do HSBC.

Desta forma, caso você precise de recursos, basta que alguém faça uma Ordem
de Pagamento, ou seja, uma transferência internacional para a sua conta no
exterior e 48 horas úteis após a transferência você terá o recurso
disponível para saque. A conversão dos valores de Real para a moeda
estrangeira será feita pela taxa de câmbio praticada pelo HSBC na data da
realização da operação

Para todos os segmentos: A tarifa para esta operação é de R$60,00 quando o
banco receptor é o HSBC.

Vale lembrar que não é possível que seja feito um depósito em uma agência
no Brasil para que ele seja creditado em uma conta do exterior.

Qual é a melhor opção no meu caso?

Ter somente a conta no Brasil ou ter a conta nos dois países: esta decisão
poderá se basear no tempo em que você ficará fora e com que frequência irá
utilizar o cartão de débito. Com base nas tarifas apresentadas e o tipo de
conta que possui, vale uma análise sobre o que seria mais vantajoso de
acordo com as suas necessidades. O fato de ter uma conta na moeda local lhe
dará uma melhor idéia do quanto ainda possui. Mas também é importante
considerar uma segunda opção para fazer saques, em caso de imprevistos como
perda de cartão.

Sendo assim, como abrir a conta no exterior?

Para correntistas do HSBC Bank Brasil S.A, prestamos o serviço de indicação
de abertura de contas no exterior, mediante solicitação do cliente. Com
este serviço, você pode ter a conta aberta no exterior antes mesmo de
viajar*.

O processo é simples: basta que a documentação de abertura de conta,
enviada por email, seja entregue por você na sua agência.

E com relação à conta no Brasil?

No link abaixo você encontrará informações sobre cada tipo de conta e as
tarifas. É importante ir até a agência e conversar com o gerente para saber
qual conta é a mais apropriada para você.

http://www.hsbc.com.br/para-voce/conta-corrente/index.shtml

Caso seja de sua vontade, solicitaremos a um gerente de aquisição que entre
em contato com você. Ele lhe informará o que é necessário para abertura da
conta.

Aguardamos o seu retorno!

* O tempo necessário para abertura de conta no exterior depende do tipo de
conta a ser aberta e da entrega da documentação na agência em tempo hábil"


Mais fotos do Canadá









Tuesday, August 28, 2007

Bairros de Toronto


Primeiro de tudo, obrigada pelas dicas de hospedagem no post passado. Assim que nós definirmos as coisas, eu escrevo sobre nossas descobertas.

Segundo, tenho pesquisado sobre os bairros de Toronto e, apesar de encontrar algumas informações sobre as vizinhanças, tinha dificuldade para localizá-las. Hoje resolvi recorrer ao Santo Google e eis que encontrei muita coisa interessante.

Primeiro, encontrei um mapa com as divisões de cada bairro, com seus nomes. Daí, encontrei também um mapa semelhante, só que desta vez você pode clicar na região e ter informações estatísticas dos últimos censos (pena que o último tenha sido em 2001). Dá pra saber a renda média da população local, a idade, o tipo de residência, a origem étnica, etc. É interessante, mas ainda não responde à minha pergunta: onde morar em Toronto pagando o justo, em torno de U$ 1.000,00/mês, e tendo qualidade de vida e segurança?

Bom, também achei umas informações sobre "como arranjar um apartamento em Toronto", que fala um pouquinho das principais vizinhanças. Eis o texto:

  • Chinatown, including the Kensington Market Area, is full of older 2 and 2 ½ story homes converted into apartments. Generally a cheaper rental area, it also attracts a lot of students, which in turn might make it unattractive. Lots of great food markets.

  • Little Italy is the area along College Street with all the ultra-cool bars, cafes, restaurants, and the best repertory theatre in the city. Again, mostly older converted houses, but also some three-story walk-up buildings.

  • The Annex is an area just north of Bloor and west of Avenue Road. A mix of high-rises and nice Victorian duplexes, The Annex is rather expensive due to its proximity to Yorkville, the uber-chic of Toronto shopping.

  • Cabbagetown is east of Jarvis and west of the DVP (Don Valley Parkway), near Gerrard and Carlton Streets. It is an older Victorian neighborhood that the Yuppies took upon themselves to fix up so that no one else could afford it. Most rentals in this area consist of basement apartments.

  • Harbourfront describes the area along the shore of Lake Ontario, as its name would suggest. Most of this area is made up of high-rises with beautiful views and extremely high rents.
  • The Beaches is just that: a community next to a great Toronto beach. Quaint shops, funky boutiques, and great little restaurants line Queen Street East, the neighborhood's main artery, which runs parallel to the Beach. If you have a dog or like to walk along the boardwalk, this place can't be beat. But be warned: on weekends, The Beach is jammed with tourists and shoppers.

  • The Danforth is also known as Toronto's Greek Town. An eclectic mix of health food stores, Greek restaurants, Irish pubs and trendy boutiques makes this a popular spot to live or hang out. The Danforth is also highly convenient since it's right on the subway line.

  • Riverdale is an older (and more reasonably priced) part of Toronto. Apartments here are generally found in duplexes and large converted Victorian homes. It's a family-friendly neighborhood with restaurants and shopping a modest walk away.

  • Forest Hill, one of the poshest Toronto areas, has less in the way of rentals. There are many modern apartment buildings around the Forest Hill Village area, and some older buildings further out. The stately turn-of-the-century homes nearby make for great walks.

  • Bloor West Village is a popular Toronto address, along the lines of The Beaches - very busy on the weekends, great food, great shopping, and great coffee. The rentals are a mix of high-rises, apartments above stores, and houses or duplexes. Rents can be high in this neighborhood because of the demand, but bargains can still be found.

  • Rosedale is the most expensive area in Toronto, and hasn't got much in the way of charm or conveniences. Jags and Beamers line the driveways, though there are a few expensive high-rises (most of which are condos).

  • Parkdale, according to many, is the next Cabbagetown. It is rather grungy and run-down; in 5 to 10 years, it is predicted to become shiny, yuppie, and new. This does not help the renter, of course, who will be living there now, but it does help keep the rents low. It can get quite dangerous at night, by the way.

  • Leaside is in the former East York, just east of the DVP near O'Connor. The area is a mix of housing in a surprisingly quiet neighborhood with good access to the highway and the subway (a short bus ride to the south is The Danforth).

  • Queen Street West houses the cool, artistic crowd, and the quirky shops and restaurants along this strip reflect this. If you're looking for a loft to paint in or a room in which to compose the great Canadian novel, you need look no further. The area north of Queen, known as The Grange, is also home to the Ontario College of Art, so there are many student berths in the area.


Só que ainda não responde, já que nada disso traz informação quanto ao valor da moradia e, principalmente, índices de violência. Um outro site, que parece, na verdade, ter sido criado por um corretor, também traz informações sobre as vizinhanças, incluindo a faixa do valor dos imóveis e as escolas do bairro. E, num outro, tem também algumas fotos locais.

Quanto à criminalidade, encontrei alguma coisa no site da Polícia de Toronto. Só que não ajuda muito, já que, a não ser nos extremos nordeste e noroeste, e em downtown, onde tem uma concentração maior também, está tudo distribuído em são poucos casos para influenciar numa decisão. O que eu buscava era algum relato que dissesse quanto à sensação de segurança da região.

Enfim, parece que a única saída e conhecer cada região e, depois de ter pessoalmente aprovado, conversar com pessoas que conheçam e, claro, olhar os imóveis para locação e venda.

Isso tudo porque, considerando que optemos por Toronto, ainda não estou convencida de ir para North York e pronto. Por que não ficar mais perto do centro, perto dos restaurantes, das lojas, do futuro trabalho? É claro que se isso representar um furo no orçamento, esquecemos, mas se for viável, quero pelo menos considerar a possibilidade.

Uma das grandes dificuldades é que as pessoas referem-se às mesmas regiões por nomes diferentes, então fica ainda mais complicado identificá-las. Vocês já decidiram em que bairro morar na cidade escolhida?

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Monday, August 27, 2007

Eu confesso...

... estou sem idéias para escrever. Isso porque os melhores posts são aqueles relatos informativos, em que escrevemos sobre algo que fizemos e outros, provavelmente, passarão por situação semelhante.

Só que a essa altura do campeonato, o que pude contribuir com a minha experiência, já fiz. Já escrevi sobre o que aconteceu no nosso processo até agora. No momento, estamos esperando, esperando e esperando.

Enfim, dei uma olhada nos sites de notícias canadenses e não encontrei nada que me animasse a escrever. Destaco apenas um mapa que colocaram na CBC News dos homicídios ocorridos este ano em Toronto. Acho que é bom ter esse tipo de informação, já que nós teremos que escolher em que bairro morar. Aliás, isso é uma coisa que pretendemos explorar muito na nossa viagem de janeiro. Conhecer as redondezas das estações de metrõ e tentar selecionar as nossas preferidas.

Quanto aos crimes em Toronto, uma coisa que conforta é que, ao que parece, a maioria deles ocorre com alguém que já está envolvido com alguma coisa. Ainda que não seja mesmo uma gangue, costuma ocorrer com pessoas que se envolveram em brigas, que fizeram alguma aposta, que têm algum envolvimento com drogas, enfim, gente que já sabe com quem está se metendo. Acho que o comum dos mortais, que segue sua vida dentro dos trilhos, está bem seguro por lá.

Wednesday, August 22, 2007

Viagem de Prospecção em Janeiro

Eu já devo ter comentado aqui que nós estamos planejando uma viagem para janeiro de 2008, a fim de resolvermos algumas coisas práticas e conhecermos o famoso frio canadense. Daí, estamos agora procurando passagens e hospedagem. Passagem não tem muito jeito, está em torno de 1000 dólares americanos, mais as taxas.

Já a hospedagem... Achei um Travelodge em North york (sim, só vamos para Toronto...) com o preço bem bom (60 CAD/noite), mas o namorido viu no mapa que é meio longe de tudo, principalmente do metrô. Então, está fora de cogitação. A questão é que para ficar até 7 dias, qualquer hotel que tenha diária a 100 dólares está bom, mas nós vamos ficar 3 semanas. Dei uma olhada em homestay, cujos valores são bem mais baixos, e cheguei a encontrar um hotel por CAD 575 por semana, mas agora comecei a cogitar a possibilidade de tentar alugar mesmo um apartamento mobiliado, o que saíria por uns CAD 800 para todo o período. Nós gostamos muito de B&B, mas estou achando todos muito caros.

A dúvida é: será que dá pra fazer isso? Alugar por apenas três semanas um apartamento que escolheremos pela internet? E alguém alugaria um apartamento sem ter referências dos inquilinos? Enfim, sugestões são bem vindas!

Road trip de Vancouver a Calgary, passando pela Icefields Parkway

Testando os mapas embedded do Google Maps, aqui está o roteiro da primeira metade de nossa viagem de carro pelo Canadá, em Agosto do ano passado. O relato completo da viagem está no blog antigo, Maple Trip.


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Tuesday, August 21, 2007

Direito no Canadá e o que eu quero ser quando crescer.

Para quem não sabe, eu sou recém-formada em Direito e como todos que pretendem imigrar, muito me preocupo com um futuro trabalho no Canadá. Para muitos, isso depende apenas de conseguir um emprego, para outros, depende de fazer uma validação de diploma e, ainda, alguns precisam fazer umas disciplinas para adequar o conhecimento.

No caso do Direito, o buraco é bem mais embaixo. Por alto, o que aprendemos no Brasil é o Direito Civil e, no Canadá, com exceção de Quebec, eles usam o Common Law. Ou seja, toda a estruturação da Justiça é diferente e, mesmo que conseguíssemos usar nosso diploma, ficaríamos batendo cabeça por lá. O resultado é que nem adianta tentar aproveitar nada, pois tal processo seria cansativo, demorado, caro e, no final das contas, não valeria nada. Mesmo para quem vai para Quebec, tenho minhas dúvidas se vale o esforço, já que a pessoa acaba tendo que estudar mais uns dois anos para poder advogar na província e acaba sem ter um diploma canadense genuíno.

Na minha opinião, o melhor mesmo é se conformar e voltar pra faculdade. O caminho é longo e difícil, mas a satisfação pessoal (para quem gosta do Direito) e os salários no final valem a pena. Fora que ter um diploma de uma universidade canadense deve facilitar muito sua a colocação no mercado de trabalho, afinal, as empresas terão referências da sua universidade e têm noção do que você aprendeu.

De maneira geral, é preciso fazer a faculdade, o que leva 3 anos em período integral, e depois aplicar para o BAR. Antes de fazer a prova, será preciso estagiar e fazer um curso (isso mudo de província para província) para, enfim, ser “chamado” para o BAR. Daí, é só passar e colher os louros do sucesso!

O “detalhe” disso tudo é que precisamos trabalhar, afinal, quem vai bancar a faculdade (que pode variar de 6000 a 20000 dólares canadenses por ano), os livros e sua subsistência? Fora isso, pessoalmente, eu não vejo a hora de ter um filho e engrenar numa faculdade seria adiar em pelo menos 4 ano esse projeto, o que, definitivamente, não quero.

Daí, o que tenho encontrado como solução, de novo com a ajuda de uma amiga muito legal que mora em Toronto, é atuar como Law Clerk (assistente de advogado) até que as coisas se estabilizem e eu possa fazer uma faculdade em meio período e dar conta do restante da vida. O salário é bastante razoável, ficando numa média de 50K/ano, em Toronto. Ainda estou estudando o assunto, mas, pelo que vi, não se trata de uma profissão regulamentada, já que é possível trabalhar nisso sem ter qualquer registro. No entanto, existe, em Ontário, o Instituto de Law Clerks (ILCO) que eu vejo mais como uma espécie de sindicato. Vários colleges oferecem o curso regulado pelo instituto (com duração de um ano para quem já é formado) que prepara o aluno para prestar suas provas, a fim de se tornar membro. Fazer parte do ILCO deve qualificar o candidato na briga por uma vaga.

Outra opção é ser “legal secretary”, o que não se confunde com Law Clerk ou Paralegal. Até agora não encontrei maiores informações sobre isso, mas também tem curso para a profissão.

No final das contas, o que eu preciso mesmo é de um bom trabalho de orientação vocacional para decidir o que eu quero ser quando crescer, lá no Canadá. A verdade é que depois de 6 anos de faculdade de Direito, ainda não me encontrei nesse caminho. Já que eu vou ter que começar do zero, sempre me pergunto se vale a pena insistir nele ou se o melhor é mudar tudo!

No futuro, escreverei com mais detalhes sobre a faculdade de Direito lá e as profissões de Law Clerk/Paralegal, mas é que esses posts mais informativos tomam um tempo enorme e eu estou muito ocupada esses dias.

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